Anderson's profileEDUCAÇÃO FUNDAMENTAL e P...PhotosBlogGuestbookMore Tools Help

EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL e PSICOLOGIA REVOLUCIONÁRIA

FILOSOFIA | PSICOLOGIA | ANTROPOLOGIA | SOCIOLOGIA | RELIGIÃO | YOGA | GNOSIS
February 22

O QUE É RELIGIÃO?

por VIVEKANANDA

fonte: http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2009/01/vivekananda.html

Swami Vivekananda foi um monge, iogue e filósofo hindu. Principal discípulo de Ramakrishna, Vivekananda é considerado um dos mais célebres e influentes líderes espirituais do hinduísmo moderno, sobretudo da filosofia Vedanta (onde foi pioneiro no Ocidente), e inspirador do movimento do espiritualismo universalista.

Trechos do livro "O que é religião - O ideal de uma religião universal", de Swami Vivekananda (Ed. Lótus do Saber):

A alma é potencialmente divina. A finalidade da vida é manifestar essa divindade interior pelo controle da natureza, interna e externa. Faça isso por meio da ação, do culto, do domínio da mente ou da filosofia - por um, mais de um ou por todos esses meios - e seja livre. Nisso consiste a religião. Doutrinas, dogmas, rituais, livros, templos ou imagens são apenas particularidades secundárias.

Em cada religião, aparentes contradições e perplexidades assinalam diferentes estágios de evolução. O objetivo de todas as religiões é realizar Deus inerente na alma. Esta é a única religião universal.

Devo acrescentar que é bom nascer no seio de uma igreja, mas é ruim morrer nela. É bom nascer criança, mas é ruim permanecer criança. Igrejas, cerimônias e símbolos são bons para infantes. Porém, quando a criança cresce, deve ir além da igreja e de si mesma. Não podemos ser crianças para sempre. Seria como tentar vestir o mesmo casaco em pessoas de qualquer tamanho e idade. Não reprovo a existência de seitas no mundo. Quisera Deus que houvesse mais vinte milhões delas, pois quanto mais seitas existirem, maior será o campo de escolha. Minha objeção é quanto à tentativa de fazer com que uma única religião se ajuste a todos os casos. Embora as religiões sejam iguais em sua essência, apresentam necessariamente uma multiplicidade de formas causada pelas condições dissimilares que existem nos diferentes países. Devemos ter nossa própria religião pessoal - individual, no que se refere a exterioridades.

Religião é para realizar-se agora. Para tornar-se religioso, comece sem nenhuma religião, faça sua própria escalada, perceba e contemple os fatos por si mesmo. Quando proceder assim, então, e só então, terá uma religião. Antes disso, você não é melhor que os ateus, talvez seja até pior, porque o ateu é sincero. Ele se levanta e declara: - Nada sei sobre isso - enquanto os outros também não sabem, mas vão adiante batendo no peito: - Somos pessoas muito religiosas. Que religião eles professam, ninguém sabe; engoliram alguma história da carochinha e os sacerdotes pediram que nela acreditassem.

A realização de Deus é o único caminho, e cada um de nós terá de descobrir isso por si mesmo. Para que servem, então, esses livros, essas Bíblias do mundo? São de grande utilidade, como mapas de um país.

Minha idéia, portanto, é que todas essas religiões são diferentes forças na ordem divina, trabalhando pelo bem da humanidade. Acredito que elas não sejam contraditórias, mas suplementares. A religião universal, sonhada pelos filósofos, já está aqui.

Se fosse da vontade de um Criador sapientíssimo e misericordioso que só existisse uma religião e que as restantes acabassem, isto já teria acontecido há muito, muito tempo. Se, efetivamente, só uma dessas religiões fosse verdadeira e as outras falsas, ela hoje estaria difundida no mundo inteiro. Não é, porém, o que acontece. Nenhuma religião propagou-se sozinha por toda a parte. Todas as religiões às vezes avançam, às vezes retrocedem.

Não é possível fazer com que todos concordem com a mesma idéia; isto é um fato, e graças a Deus que seja assim. Não me oponho a nenhuma seita. Fico feliz que existam e desejo que se multipliquem cada vez mais. Por quê? Simplesmente porque, se você e eu tivéssemos de pensar exatamente os mesmos pensamentos, não haveria mais pensamentos para pensarmos. Sabemos que duas ou mais forças devem entrar em colisão a fim de produzir movimento. É o choque das idéias, a diferenciação entre elas, que desperta a reflexão... enquanto a humanidade pensar, haverá seitas. A diversidade é sinal de vida!

Só conhecemos da verdade aquele tanto que se relaciona conosco e que somos capazes de assimilar. Isso diferencia um homem de outro e provoca, também, algumas vezes, idéias contraditórias. No entanto, todos nós fazemos parte da mesma grande verdade universal.

O livro de Deus está terminado ou é uma constante e contínua revelação? É um livro maravilhoso - as revelações espirituais do mundo. A Bíblia, os Vedas, o Alcorão e todas as escrituras sagradas são apenas algumas páginas de um número sem fim que ainda resta folhear. Eu o deixaria aberto para todos. Vivemos no presente, porém estamos abertos para o futuro infinito. Acolhemos o passado, desfrutamos da luz do presente e abrimos todas as janelas do coração para o tempo que há de vir. Saudações aos profetas antigos, aos grandes seres da nossa época e aos que virão no futuro.


Agradecimentos a Maisa Intelisano

February 10

A CURA PELO ÓLEO DE GIRASSOL

Pelo Dr. F. Karach – Academia de Ciências da Rússia

Do relatório do Dr. F. Karach, um participante do Congresso de Cancerologia e Bacteriologia da Ucrânia, no qual foi explicado um método incomum e muito simples de cura para o corpo humano com a ajuda do óleo vegetal de girassol.

Os resultados desse processo de cura provocam admiração e dúvidas sobre o conteúdo de seu relatório. Mas, após um exame mais detalhado de sua terapia com o óleo, qualquer um pode se convencer dos argumentos dele e experimentar os efeitos em seu próprio corpo.

É mais do que impressionante que um método de cura tão simples possa produzir um sucesso tão grande para a saúde, tanto no tratamento quanto na cura de doenças “nas quais se pode até evitar cirurgias ou ingestão de medicamentos de vários tipos com seus efeitos colaterais tão prejudiciais”.

Dr. Karach continua expondo que, na verdade, o princípio da cura está principalmente na maneira como ela é feita, isto é, em saborear e bochechar o óleo na cavidade bucal. O resto da cura é feita pelo próprio organismo humano. Deste modo, é possível que, ao mesmo tempo, todas as células e tecidos do corpo se regenerem juntos. Com isso, impede-se o extermínio da flora bacteriana e, consequentemente, os estragos no organismo. Do contrário, o equilíbrio do organismo é enfraquecido e, como conseqüência final, fica diminuído e seu tempo de vida. O ser humano vive, praticamente, só a metade dos anos que poderia viver. Ele poderia muito bem atingir 140 ou 150 anos.

Com este método, dores de cabeça, bronquite, dores de dente, trombose, doenças sanguíneas crônicas, artrose, paralisia, eczemas, úlcera no estômago, doenças intestinais, dores no rins e no coração, encefalite e doenças femininas, foram totalmente curadas.

Como profilaxia, a formação de tumores letais é impedida e também curadas, assim como, por exemplo, doença sanguíneas crônicas, paralisia, doenças nervosas, estomacais, pulmonares e de fígado e, a doença do sono epidêmica.

O método de cura aqui apresentado, cura o organismo por inteiro e funciona também como preventivo nos casos de tumores e enfartos. Com esse método consegui curar minha doença sanguínea crônica, com a qual convivi durante 15 anos e curei também minha artrose.


O PROCESSO DE CURA COM O ÓLEO DE GIRASSOL VEGETAL

MODO DE USAR

Coloca-se na boca uma colher de óleo (no máximo uma colher de sopa - no mínimo, uma colher de chá). Esse óleo vai ser trabalhado na boca, sem pressa e sem esforço.

Faz-se bochechos com o óleo, de boca fechada, durante 15 a 20 minutos. O óleo não deve ser engolido de jeito nenhum. A princípio o óleo deve estar pastoso, mas depois vai ficando mais fluido. Quando a boca estiver bem cheia de líquido, cospe-se tudo. O líquido que sai tem que estar branco como leite. Se ainda estiver amarelo é sinal que se bochechou por pouco tempo. Depois de cuspir, lave a boca várias vezes com água corrente e escove os dentes. O líquido branco que foi cuspido está cheio de veneno (no sentido figurado), de tal forma que a pia ou o lavatório onde se cuspiu o líquido, tem que ser bem lavados.

No líquido cuspido se encontra uma quantidade imensa de bactérias, vários tipos de micróbios patogênicos e outras substâncias patogênicas prejudiciais à saúde. Se nós formos examinar uma gota deste líquido num microscópio que aumenta 600 vezes, veremos uma série de fibras se movimentando. Estas fibras são exatamente os micróbios em estágio inicial de desenvolvimento, não permitindo que se atinja um estado de saúde permanente. Um dos efeitos mais acentuados é fortalecimento dos dentes bambos, acaba com sangramento das gengivas e os dentes se tornam mais brancos.

É melhor fazer este bochecho com o óleo de manhã cedo, ao se levantar e sem ter lavado o rosto e escovado os dentes, isto é, antes de tomar o café da manhã.

Se quiser apressar o processo de cura, pode-se repetir o processo por três (03) vezes ao dia, antes das refeições e com o estômago vazio. A única coisa que acontece é o aceleramento do processo de cura e não há prejuízo à saúde.

ESTE TRATAMENTO DEVE SER MANTIDO ATÉ QUE:

a)     o organismo volte a ter sua fortaleza original,

b)     você volte a ter sono tranqüilo,

c)      ao acordar não sinta fadiga nenhuma,

d)     os olhos devem estar sem olheiras,

e)     um apetite saudável, um bom sono e uma memória sem problemas voltem a existir.

Aqui é bom salientar que no princípio possa aparecer uma piora aparente, especialmente nos pacientes que sofrem de várias doenças ao mesmo tempo. Este sentimento aparece principalmente quando os focos de infecção começam a desaparecer ou quando um foco de infecção inflamado começa sobre outro foco, que no futuro iria se converter numa doença perigosa.

Não há, entretanto, por causa disto, nenhum fundamento para interromper o tratamento, mesmo que apareça febre. Uma piora significa apenas que a doença está desaparecendo e o organismo está se recuperando. A cura em si acontece durante o bochechar com o óleo e, quantas vezes por dia se quer aplicar o tratamento, fica por conta da decisão de cada pessoa. Doenças súbitas demoram de dois a quatro dias para serem curadas. Doenças crônicas demoram até um ano para serem curadas.

 

NÃO INTERROMPA O TRATAMENTO ATÉ CONSEGUIR A CURA

OBS.: Tradução por Cleuza During, baseada no texto publicado na revista “Natur und Medizin” - Nº 1 - Jan/Fev - 1993 - Pág 08Endereço: Am Nichaelshof 6.5300 - Bonn 2 - Alemanha 14 03 93
November 07

O DIÁLOGO DAS ALMAS I

DIÁLOGO ENTRE UMA ALMA ILUMINADA E OUTRA EM BUSCA DA ILUMINAÇÃO

Jacob Boheme

 

Como uma alma iluminada deve buscar outra e consolá-la, levando-a, por seu conhecimento, às sendas da peregrinação de cristo, advertindo-a lealmente do espinhoso caminho do mundo, no qual caminha a alma caída, que conduz ao abismo ou fossa do inferno.

 

Era uma pobre alma que viajou para fora do Paraíso, ao reino deste mundo, onde o diabo a encontrou e lhe perguntou: “Aonde vais, ó alma meio cega?” A alma respondeu: “Quero ver as criaturas do mundo, feitas pelo Criador e conhecê-las.” O diabo disse: “Como desejas vê-las e conhecê-las se não podes compreender sua essência e peculiaridade (propriedade)? Contemplarás apenas seu exterior, como a uma pintura, não podendo conhecê-las inteiramente”.

A ALMA: “Como posso conhecer sua essência e peculiaridade?”

O DIABO: “Se comeres do fruto pelo qual as próprias criaturas vieram a ser boas e más, teus olhos se abrirão para vê-las plenamente. Então serás como o próprio Deus e saberás o que é a criatura”.

A ALMA: “Sou uma criatura nobre e santa, mas o Criador advertiu-me que se fizer o que me sugeres morrerei”.

O DIABO: “Não, absolutamente! Mas teus olhos se abrirão, e serás, como Deus, conhecedor do bem e do mal. Serás também poderosa e grandiosa como eu, e todas as sutilezas das criaturas te serão conhecidas”.

A ALMA: “Se eu tivesse o conhecimento da natureza e das criaturas, poderia governar o mundo”.

O DIABO: “Todo o fundamento desse conhecimento reside em ti mesma. Simplesmente faz com que tua vontade e teu desejo desviem-se de Deus e da bondade, e voltarem-se para a natureza e as criaturas; então, surgirá em ti o desejo de provar tais coisas. Assim, poderás comer da árvore da ciência do bem e do mal, e com isso chegarás a conhecer todas as coisas”.

A ALMA: “Bem, então comerei da árvore da ciência do bem e do mal, para poder governar todas as coisas por meu próprio poder, sendo meu próprio senhor na Terra e, como Deus, fazer o que quiser”.

O DIABO: “Sou o príncipe deste mundo. Se desejas governar a Terra, deves dirigir teus desejos á minha imagem, desejar ser como eu, para que possas obter a astúcia, a engenhosidade, a razão e a sutileza de minha imagem”.

O diabo, então, apresentou à alma o Vulcano (Vulcanus) do Mercúrio: o poder que se encontra na raiz ígnea da criatura, a roda ígnea da essência, ou substância, na forma de uma serpente.

Ante essa visão, disse [A ALMA]: “Este é o poder de todas as coisas. O que devo fazer para obtê-lo?”

O DIABO: “Tu mesma és esse Mercúrio (Mercurius) ígneo. Se separas tua vontade de Deus e a introduz nesse poder, teu próprio fundamento oculto se manifestará em ti, e poderás obter o que desejas.

Porém, deves comer desse fruto, no qual cada um dos quatro elementos governa sobre o outro estando em contínua luta, como o frio contra o calor e o calor contra o frio. Então, instantaneamente, serás como a roda ígnea, conduzindo todas as coisas sob teu próprio poder e possuindo-as como próprias”.

Assim fez a alma, e eis o que sucedeu: Quando a alma separou sua vontade de Deus e a introduziu no Vulcano do Mercúrio – a vontade ígnea, a raiz da vida e do poder –, surgiu nela um desejo de comer frutos da árvore da ciência do bem e do mal.

Ela tomou o fruto e o comeu.

Assim que o fez, Vulcano (O artífice do Fogo) acendeu a roda ígnea de sua essência, e então as propriedades da Natureza despertaram na alma, e cada uma exerceu sua própria concupiscência e desejo.

Primeiro surgiu a cobiça do orgulho: um desejo de ser grande e poderoso, de ter todas as submetidas a si, de ser senhor absoluto, desprezando toda humildade e igualdade, estimando-se o único prudente, astuto e engenhoso, e tomando por estúpido todos que não estivessem de acordo com seu próprio humor e predisposição.

Em segundo lugar, surgiu a cobiça da avareza: um desejo de obter todas as coisas, de atraí-las para si, para sua posse. Pois, quando a cobiça do orgulho separou de Deus a vontade da alma, a vida desta não mais confiou em Deus e quis cuidar de si mesma, e, portanto, dirigiu seu desejo para as criaturas, para a Terra, os metais, as árvore e outras criaturas.

Foi assim que, depois de separar-se da unidade, do amor e da doçura divinas, a vida ígnea da alma tornou-se faminta e avarenta, e atraiu para si os quatro elementos e sua essência, chegando à condição das bestas. Foi assim que a vida tornou-se escura, vazia e colérica, e as virtudes e cores celestes desapareceram, como uma vela que se extinguiu.

Em terceiro lugar, na vida ígnea da alma, surgiu a espinhosa e hostil cobiça da inveja: um veneno infernal. Uma propriedade que todos os diabos têm, e um tormento que faz da vida uma mera inimizade para com Deus e para com todas as criaturas. Esta inveja manifestou-se furiosamente na concupiscência da avareza, como uma picada venenosa, pois a inveja não pode suportar que a avareza não atraia o que deseja para si, e possa a odiá-lo e busca destruí-lo. E por causa dessa paixão infernal o nobre amor da alma se asfixia.

Em quarto lugar, na vida ígnea da alma, surgiu um tormento semelhante ao fogo: a ira, o desejo de matar e afastar do caminho todos os que não se submetem a seu orgulho.

Deste modo, nessa alma, manifestou-se plenamente o inferno e seu fundamento, a Cólera de Deus.

Assim a alma perdeu o belo Paraíso de Deus e o reino dos Céus, e converteu-se num verme, semelhante á serpente ígnea que o diabo lhe havia apresentado, tornando-se sua imagem e semelhança.

Com isso, a alma começou a governar o mundo de um modo bestial, fazendo todas as coisas conforme a vontade do diabo, vivendo meramente no orgulho, na avareza, na inveja e na ira. Já não há nenhum amor verdadeiro por Deus tendo surgido em seu lugar um amor bestial, malvado e sujo pela libertinagem, pela lascívia e pela vaidade, não restando pureza alguma em seu coração, pois a alma abandona o Paraíso e tomara a Terra em sua posse. Sua mente estava inclinada apenas às aparências, à astúcia, à sutileza, e a uma multidão de coisas mundanas. Nela já não restava retidão ou virtude alguma.

Qualquer mal ou erro cometido, era encoberto com muita astúcia e sutileza sob o manto de seu poder e de sua autoridade, por meio da lei, em nome do direito e da justiça, sendo tomados por bons.

 

O DIABO APROXIMA-SE DA ALMA

Depois disso, o diabo aproximou-se da alma e conduziu-a de um vício a outro, pois ele aprisionara em sua essência. Colocando-o ante ela gozo e prazer, disse-lhe: “Vê, agora és poderosa e nobre. Trata de ser maior, mais rica e mais poderosa ainda. Emprega teu conhecimento, astúcia e sutileza para que todos te temam e respeitem, possa adquirir um grande nome neste mundo”.

A alma fez o que o diabo lhe havia aconselhado, mas sem saber que seu conselheiro era O DIABO: acreditou que era guiada por seu próprio conhecimento, astúcia e compreensão, e que fazia tudo bem e corretamente.

 

JESUS CRISTO ENCONTRA-SE COM A ALMA

Seguia a alma por tal curso de vida, quando nosso querido e amado Jesus Cristo a encontrou. Ele, que veio a este mundo com o Amor e a Cólera de Deus para destruir as obras do diabo e executar o julgamento de todos os atos perversos, falou dentro dela por meio de um forte poder e sua paixão e morte e destruiu as obras do diabo, desvelando-lhe o caminho de sua graça, brilhando sobre ela com sua misericórdia. Chamou-a ao arrependimento e ao retorno, e prometeu libertá-la da imagem monstruosa e disforme na qual tinha se convertido e reconduzi-la ao Paraíso.

 

COMO CRISTO AGIU NA ALMA

Quando a centelha do amor de Deus, luz divina, manifestou-se na alma, ela viu num instante que, por sua vontade e sua obras, estava no inferno e que se havia convertido num monstro feio e disforme ante a presença divina e o reino dos céus. Ficou tão aterrorizada que sofreu a maior das angústias, pois o juízo de Deus manifestava-se nela.

O Senhor Jesus Cristo falou à alma com luz de sua graça: “Arrepende-te e abandona a vaidade!, e alcançarás minha graça”.

Então em sua disforme e feia imagem e sob o sujo manto da vaidade, a alma aproximou-se de Deus e pediu a graça e o perdão de seus pecados. Acreditou que a satisfação em nosso perdão de seus pecados.

Acreditou que a satisfação em nosso Senhor Jesus Cristo e sua redenção através dele lhe correspondiam.

Contudo, as más propriedades da serpente, o orgulho, a avareza, a inveja e a ira, formadas no espírito astral, a razão do homem exterior, não [quisera que] se aproximasse de Deus, e [suas] inclinações. Pois essas más propriedades não queriam morrer para seus próprios desejos, nem abandonar o mundo, pois eram provenientes do mundo e, conseqüentemente, temiam sua reprovação caso abandonassem a honra e a glória mundanas.

Contudo, a pobre alma voltou sua face para Deus e desejou sua graça e seu amor.

 

O DIABO APROXIMA-SE NOVAMENTE DA ALMA

Porém, quando o diabo viu que a alma orava a Deus e queria entregar-se ao arrependimento, aproximou-se e reacendeu as más inclinações e propriedades terrenas dentro de suas orações, perturbando seus bons pensamentos e os bons desejos dirigidos a Deus, desviando-os novamente para as coisas terrenas, de modo que não puderam chegar a Deus.

 

A ALMA ANSIAVA POR DEUS

A vontade central certamente ansiava por Deus, mas os bons pensamentos que haviam surgido em sua mente foram desviados, dispersados e destruídos, de modo que não puderam alcançar o poder de Deus.

Diante disso, a pobre alma aterrorizou-se ainda mais e começou a orar com mais veemência ainda. Porém, o diabo apossou-se da alma – a roda ígnea da vida, a roda mercurial, incandescida pelo desejo – e nela despertou as propriedades do mal, de modo que as falsas e más inclinações ressurgiram na alma e dirigiam-se às coisas nas quais ela tivera mais prazer e deleite.

A pobre alma queria sinceramente dirigir-se a Deus com sua vontade e, para isso, empregou todos os meios; mas seus pensamentos desviavam-se continuamente de Deus em direção às coisas terrenas e não conseguiam voltar-se para Ele. A alma suspirou e se lamentou perante Deus; mas era como se ele a houvesse abandonado complemente, expulsando-a de sua presença. Ela não podia obter sequer um vislumbre de sua graça. Em contrapartida, encontrava-se em angústia, medo e terror ante a possibilidade da cólera e do severo juízo de Deus, e temia que o diabo viesse a apoderar-se dela. Caiu, assim, em tal abatimento e miséria, que se fartou de todas as coisas temporais que antes haviam sido seu principal gozo e felicidade.

A vontade terrena e natural certamente ainda desejava essas coisas, mas a alma alegremente abandonaria a todas elas, desejando morrer para todo desejo e gozo temporais, ansiando apenas pelo lugar do qual proviera originalmente. Viu que estava longe de sua terra natal; sentiu-se transtornada e necessitada, e não soube o que fazer; contudo, decidiu entrar em si própria e orar mais diligentemente ainda.

 

A OPOSIÇÃO DO DIABO

Porém, o diabo opôs-se a isso e a impediu, de modo que ela não pôde alcançar maior fervor de arrependimento. As concupiscências terrenas, com sua natureza maligna e falsa retidão, despertaram e permaneceram em seu coração, resistindo à vontade e ao desejo recém-nascido da alma, pois não queriam morrer para sua própria vontade e luz, queriam conservar seus prazeres temporais, e para isso mantinham a alma imóvel e presa aos seus desejos malignos, embora ela suspirasse e ansiasse mais que nunca pela Graça de Deus.

Sempre que a alma orava e se dirigia a Deus, as concupiscências da carne tragavam os raios que nela surgiram, afastando-os de Deus e dirigindo-os aos pensamentos terrenos, de modo que ela não pôde participar da fortaleza divina. A alma considerou-se abandonada por Deus, sem saber que, não obstante, Ele estava muito perto e atraindo-a para Si.

Então o diabo aproximou-se, penetrou o mercúrio ígneo da alma – a roda ígnea de sua vida – e, mesclando seus desejos às concupiscência terrenas da carne, tentou a pobre alma, sussurrando-lhe em seus pensamentos terrenos: “Por que oras? Porventura acreditas que Deus te conhece ou te considera? Observa teus pensamentos quando estás diante d’Ele. Acaso não são totalmente perversos? Não tens fé em Deus, nem crês n’Ele! Por que havia de escutar-te? Ele não te escuta, desengana-te! Por que atormentas e maltratas a ti mesma, sem necessidade? Tens tempo de sobra para arrepender-te quando quiseres.

“Estás louca? Olha um pouco para o mundo, vê como vive em júbilo e regozijo. E não obstante será salvo, pois Cristo pagou o resgate e redimiu a todos os homens. Só precisas crer que o fez também para ti.

Consola-te e estarás salva. O mais provável é que neste mundo não chegues a sentir e conhecer a Deus.

Por isso desengana-te; cuida de teu corpo e da glória temporal.

O que pensas que ocorrerá contigo se te tornas tão estúpida e melancólica? Serás motivo de escárnio e todos se rirão de tua loucura. Passarás teus dias apenas em lamentações e abatimento, o que não agrada a Deus nem à natureza. Olha a beleza do mundo, pois Deus te criou e te colocou nele para que sejas como todas as criaturas e as governe. Aceita e apanha agora as coisas do mundo, para que, no futuro, não precises mais dele, e para não seres motivo de escândalo. Tens tempo. Espera a velhice e a aproximação do fim, e então prepara-te para o arrependimento. Deus te salvará nas mansões celestiais. Não há necessidade alguma de tais tormentos, aborrecimentos e desgosto, como te impões”.

O DIÁLOGO DAS ALMAS II

A CONDIÇÃO DA ALMA

A alma foi enlaçada pelo diabo com pensamentos como este e similares, como que atada com fortes cadeias, e como mais uma vez foi levada aos caprichos da carne e aos desejos terrenos, e já não sabia o que fazer, tornou a olhar um pouco para o mundo e seus prazeres, mas ainda sentia fome da graça divina e desejava entrar no arrependimento e chegar ao favor de Deus. Havia sido tocada e acariciada pela mão de Deus e portanto, não podia encontrar repouso em parte alguma senão n’Ele. Não cessava de suspirar, lamentando os pecados que havia cometido e, se pudesse, de bom grado se desfaria deles. Não podia, contudo, alcançar um verdadeiro arrependimento, menos ainda o conhecimento do pecado, embora tivesse uma fome poderosa e um ardente desejo de tal penitência.

Estando abatida e triste e não encontrando remédio ou repouso, a alma começou a buscar um lugar adequado para empreender um verdadeiro arrependimento, um lugar em que pudesse estar livre dos assuntos, preocupações e tormentos do mundo. Por isso, buscou um lugar ermo e solitário e abandonou todos os assuntos mundanos e todas as coisas temporais. Procurando também um modo de obter o favor de Deus, acreditando que, sendo bondosa e compassiva para com os pobres, obteria a misericórdia de Deus. Concebeu, assim, todo tipo de maneiras para alcançar o repouso e o amor, o favor e a graça de Deus.

Porém, nada do que fazia surtia efeito, pois seus assuntos mundanos ainda a acompanhavam na concupiscência da carne; estava agora, tanto quanto antes, aprisionada na rede do diabo, e não podia alcançar o repouso. Ainda que por um momento seguinte estava novamente triste e abatida, pois sentia a cólera de Deus despertar dentro de si, mas não sabia por quê. Muitas vezes, uma grande angústia e tentação caíram sobre ela, tornando-a desassossegada, doente e desfalecida de terror.

Tudo isso devido à grande intensidade com que a alma foi tocada pelo raio da primeira influência da graça. Ela não sabia que Cristo estava na cólera e na severa justiça de Deus, lutando em seu corpo e sua alma contra Satanás, o espírito do erro, que se incorporara a eles. Não compreendia que a fome e o desejo de arrependimento provinham do próprio Cristo, por quem era atraída. Tampouco sabia o que a impedia de alcançar e sentir a presença de Deus. Não entendia que ela mesma era um monstro que carregava a imagem da serpente, a quem o diabo tinha acesso e sobre a qual tinha poder, a quem tinha confundido e minado em todos seus bons desejos, pensamentos e movimentos, afastando-os de Deus e da bondade.

Sobre isto, Cristo disse: “O diabo arrebata a palavra de seus corações, para que não creiam e não sejam salvos” (Luc. 8:12).

 

UMA ALMA ILUMINADA E REGENERADA ENCONTRA-SE COM A ALMA ATORMENTADA

Pela providência divina, uma alma iluminada e regenerada encontrou-se com essa pobre alma aflita e atormentada, e disse-lhe: “O que te aflige? Por que estás tão intranqüila e preocupada?” A alma atormentada respondeu: “O Criador ocultou de mim a Sua Face, e não repouso. Por isso estou aflita e não sei o que fazer para interpõem-se entre mim e sua graça, de modo que não posso alcançá-lo.

Por mais que eu suspire por Ele e por mais que O deseje, não posso participar de seu poder, virtude e fortaleza”.

A alma iluminada disse: “Sabe que carregas a monstruosa imagem do diabo e estás dela revestida. Uma vez que essa imagem participa da mesma propriedade ou princípio que o diabo, ele tem acesso a ti e impede que tua vontade se volte para Deus. Pois, se tua vontade estivesse em Deus, seria ungida com seu mais alto poder e fortaleza, na ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo. Essa unção despedaçaria o monstro que levas contigo, e tua primeira imagem paradisíaca reviveria em ti. Serias de novo um anjo. O diabo não deseja que chegues a isto, e mantém-te presa em tuas próprias concupiscências carnais. Se não te libertares, estarás separada de Deus e nunca poderás entrar em nossa sociedade”.

Ante essas revelações, a pobre alma aterrorizou-se e não pôde dizer nem mais uma palavra. Soube que adquira a forma da serpente, que a separava de Deus, e que nessa condição o diabo estava muito perto e tinha grande poder sobre ela, e que confundia sua vontade com pensamentos falsos. Entendeu que estava perto da condenação e fortemente presa ao abismo sem fundo do inferno, aprisionada na cólera de Deus, e teria desesperado da misericórdia divina.

Porém, o poder, a virtude e a fortaleza do primeiro movimento da graça de Deus que a acariciara, sustentaram-na e impediram-na de cair no desespero total. Todavia, lutava dentro de si mesma entre a esperança e a dúvida. Qualquer esperança que se erguia, a dúvida tornava a derrubar. A alma caíra numa intranqüilidade tão contínua que, por fim, o mundo e toda sua glória tornaram-se repulsivos para ela. Não mais desejava gozar os prazeres mundanos. No entanto, apesar de tudo, não conseguia chegar ao repouso.

Algum tempo depois, a alma iluminada aproximou-se novamente desta alma e, encontrado-a tão angustiada e preocupada como antes, disse-lhe: “O que fazes? Porventura desejas destruir-te com tua angústia e tua lamentação? Por que te atormentas com o teu próprio poder e vontade? Não és senão um verme, e com o que estás fazendo só podes aumentar teu tormento. Ainda que submergisses até o fundo do mar, ou pudesses voar mais distantes fulgores da aurora, ou elevar-te acima das estrelas, não poderias libertar-te. Quando mais afligires, atormentares e preocupares, mais dolorosa será a tua natureza, e não serás capaz de chegar ao repouso. Perdeste teu poder! Como um pau seco que ardeu até converter-se em carvão não pode, por seu próprio poder, tornar-se verde, nem ter seiva para florescer como as outras árvores e as outras plantas, assim também não podes, por teu próprio poder e fortaleza, alcançar a morada de Deus, nem converter-te na forma angélica que tiveste no início. Estás murcha e seca para Deus, como uma planta morta que perdeu sua seiva e sua vitalidade. Tuas propriedades são como o calor e o frio, que lutam continuamente sem jamais poderem unir-se”.

A alma angustiada disse: “O que, então, deverei fazer para tomar a brotar e receber minha vida primordial, na qual estava em repouso antes de converter-me nessa imagem nefasta?” A alma iluminada disse: “Nada tens de fazer salvo abandonar tua vontade própria, isto é, aquilo que chamas “eu”. Desse modo, todas as tuas propriedades malignas se enfraquecerão e começarão a morrer; então mergulharás tua vontade própria na Unidade da qual provieste. Estás cativa das criaturas (propriedades malignas) que habitam a ti e ao mundo, mas se tua vontade as abandona, as criaturas que com suas más inclinações te impedem de chegar a Deus morrerão em ti.

Se seguires o caminho que te indico, teu Deus te enviará seu infinito amor, por Ele revelado para a humanidade em Jesus Cristo. Ele te dará seiva, vida e vigor, de modo que poderás brotar e florescer novamente, e regozijar-te no Deus vivente como um ramo que cresce em sua verdadeira. Assim recobrarás a imagem de Deus, e te libertarás da imagem e condição da serpente. Então serás meu irmão e companheiro dos anjos”.

A pobre alma disse: “Como poderia abandonar minha vontade, para que as criaturas que nela habitam venham a morrer, considerando que tenho de estar no mundo e dele necessito enquanto viver?” A alma iluminada disse: “Agora tens poderes e riquezas mundanas, que possuas como próprias, fazendo com isso o que bem queiras, não levando em conta o modo pelo qual as obtiveste, nem como as utiliza, empregando-as apenas para a satisfação de teus desejos vãos e carnais. Embora vejas a miséria dos pobres e desgraçados, que requerem tua ajuda e são teus irmãos, não apenas lhe nega ajuda, mas impõe-lhes pesadas cargas, exigindo deles mais do que suas capacidades, fazendo que despendam seu labor e seu suor para ti e para a gratificação de tua vontade voluptuosa. Além disso, és orgulhoso e os insultas, e te comportas rude e insolentemente para com eles, exaltando-te acima deles e considerando-os insignificantes diante de ti.

Então, esses teus irmãos pobres e oprimidos lamentam-se a Deus, pois não podem colher o benefício de seu próprio labor e fadigas, sendo forçados por ti a viver na miséria. E, com tais suspiros e lamentos atiçam em ti a cólera de Deus, aumentando as chamas de teu tormento e de tua intranqüilidade.

Estas são as criaturas (propriedades) de que estás enamorado, tendo-te separado de Deus por elas e dirigindo teu amor apenas a elas. Assim essas criaturas vivem no teu amor; tu as alimenta com teu desejo e as acolhe em tua mente, pela concupiscência de tua vida. Elas são uma progênie suja, asquerosa e malvada, nascida da natureza bestial, que ao serem recebidas em tua mente e teu desejo, ganham forma e imagem em ti.

Essa imagem é uma besta de quatro cabeças: a primeira é o orgulho; a segunda, a avareza; a terceira, a inveja; a quarta, a ira. Estas quatro propriedades constituem os pilares do inferno. Carrega-as contigo, estão impressas e gravadas em ti e a teu redor, estás totalmente cativa delas. Essas propriedades vivem em tua vida natural e, por isso, separada de Deus; não poderás aproximar-te d’Ele enquanto não abandonares estas criaturas (propriedades) más, para que morram em ti.

Desejas que eu te diga como abandonar a vontade próxima e perversa, de modo que tais criaturas venham a morrer, ainda que sigas vivendo no mundo. Posso assegurar-te que só há um caminho para isso, um caminho estreito e reto. No início, te serás muito difícil e irritante trilhá-lo; porém, mais tarde, caminharás por ele jubilosamente.

Deves considerar seriamente que, no curso desta vida mundana, caminhas na cólera de Deus e nos fundamentos do inferno, e que este não é tua verdadeira terra natal. Um cristão deve viver em Cristo, seguindo-o em seu caminhar, e não pode ser um cristão a não ser que o espírito de Cristo viva nele e que esteja plenamente submetido a ele. Uma vez que o reino de Cristo não é deste mundo, mas do Céu, se embora teu corpo necessite viver e habitar entre as criaturas.

O caminho estreito da perpétua ascensão aos céus e da imitação de Cristo é este: deves desesperar de todo teu próprio poder e fortaleza, pois através dele não podes alcançar os portais de Deus. Deves decidir-te firmemente a entregar-te por completo à misericórdia de Deus. Deves submergir-te com toda tua mente e razão na paixão e morte de nosso Senhor Jesus Cristo, desejando sempre preservar nele e morrer para todas as criaturas.

Deves também vigiar tua mente, teus pensamentos e inclinações, para que não deves permitir que a honra ou o proveito temporal te seduzam. Deves ter a intenção de afastar de ti toda falta de retidão e tudo o que possa obstruir a liberdade de teu movimento e progresso. Tua vontade deve ser inteiramente pura e fixar-se na firme resolução de nunca retornar aos velhos ídolos, mas abandoná-los e separar tua mente deles e da justiça, seguindo a doutrina de Cristo.

Assim como te propões a abandonar os inimigos em tua própria natureza interior, deves também perdoar a todos os teus inimigos exteriores, dispondo-te a encontrá-los com o teu amor, para que assim não possa restar criatura, pessoa ou coisa capaz de capturar tua vontade, e ela seja purificada de todas as criaturas.

Digo mais, se preciso for, deverias estar satisfeita e pronta a abandonar, por Cristo, todas as honras e bens materiais. Não dês importância a nada que seja terreno, para que teu coração e teus afetos não se estabeleçam ali. Qualquer que seja teu estado, grau ou condição quanto a classe mundana das riquezas, considera-te como um servo de Deus e teus companheiros, os cristãos, ou como um serviçal de Deus no ofício em que Ele te estabeleceu. Toda arrogância e auto-exaltação deve ser humilhada, diminuída e aniquilada, de tal modo que nada de teu, ou de qualquer outra criatura, possa estabelecer-se em tua vontade, para que teus pensamentos e tua imaginação não se estabeleçam ali.

Além disso, deves gravar em tua mente que, pelo mérito de Jesus Cristo, alcançarás a graça prometida e participarás de seu transbordante amor. Em verdade, Cristo já vive em ti, iluminando tua vontade e inflamando-a com a chama de seu amor. Ele te libertará de tuas criaturas e te dará a vitória sobre o diabo.

Nada podes fazer por teu próprio poder. Podes apenas entrar no sofrimento e na ressurreição de Cristo, Tomando-os para ti. Com isso, o reino do diabo, estabelecido em ti, sofrerá violentos ataques e será feito em pedaços, e tuas criaturas (propriedades) morrerão. Deves decidir-te entrar neste caminho, neste mesmo instante, e nunca mais afastar-te dele, submetendo-te de bondade a Deus em todos os teus projetos e atos, para que Ele possa fazer contigo o que quiser.

Quando esta for tua vontade e tiveres tomando tais resoluções, terás atravessado a barreira de tuas próprias criaturas e estarás apenas na presença de Deus, revestida dos méritos de Jesus Cristo. Poderás, então, como o filho pródigo, ir livremente ao Pai e prosternar-te ante Sua face em arrependimento.

Emprega toda tua força nesta obra, confessando teus pecados e tua desobediência, e não com palavras vazias, mas arrependendo-te com todo teu ser. Entretanto, tudo isto não será mais que um propósito e a uma resolução firme, pois a alma não tem como fazer nenhuma boa obra por si mesma.

Quando estiveres nessa disposição, teu Pai celeste, vendo-te retornar com arrependimento e humildade, falará contigo internamente, dizendo: “Este é meu filho que Eu havia perdido. Estava morto e reviveu” (Luc. 15:24). E irá encontrar-te em tua mente e, por meio da graça e do amor de Jesus Cristo, te abraçará com os raios de seu amor e te beijarás com Seu Espírito e poder. Então receberás a graça de verter tua confissão diante d’Ele e de orar poderosamente.

Esse é, em verdade, o momento e o lugar correto do combate, isto é, diante da Luz de Sua Face. Se te manténs firme, se não te desvias, verás e sentirás grandes maravilhas. Descobrirás Cristo combatendo o inferno dentro de ti, fazendo em pedaços as tuas bestas, e fazendo surgir em ti um grande tumulto e uma grande miséria. Teus pecados secretos serão os primeiros a despertar, e tentarão separar-te de Deus. Verás e sentirás, então, como a morte e a vida lutam uma com a outra, e pelo que se passa em ti, entenderás o que são o céu e o inferno.

Mas não te movas por isso; mantém-te firme e não te desvies. Por fim, todas as criaturas (más inclinações) se tornarão fracas e começarão a morrer, e tua vontade se tornará cada vez mais forte e capaz de submetê-las. Então, gradualmente, tua vontade e tua mente nova ascenderão ao céu, e tuas criaturas perecerão. Obterás uma mente nova e, despojando-te da deformidade bestial e recobrando a imagem divina, começarás a ser uma nova criatura. Assim te liberarás de tua presente angústia e chegarás novamente ao repouso”.

 

A PRÁTICA DA POBRE ALMA

Então, tendo a pobre alma começado a participar [d]este caminho com diligência, acreditou que obteria a vitória rapidamente. Mas encontrou as portas do céu fechadas para sua habilidade e poder. Foi como se tivesse sido rechaçada e abandonada por Deus, sem nenhum vislumbre da Graça. Então, a alma disse a si mesma: “De certo não te entregaste por completo a Deus. Nada deves desejar d’Ele, apenas submeter-te a seu juízo, para que Ele possa matar tuas más inclinações. Lança-te n’Ele para além dos limites da natureza e da criatura, e submete-te a ele de tal modo que Ele possa fazer contigo o que bem quiser, pois não és digna de falar com Ele”. Assim, a alma tomou a resolução de lançar-se n’Ele e abandonar por completo sua vontade própria.

Tendo feito isso, caiu sobre ela o maior arrependimento possível pelos pecados que cometera, e deplorou amargamente a fealdade de sua forma. Lamentou-se verdadeira e profundamente que as más criaturas a habitassem. Em seu pesar, não pôde falar uma só palavra na presença de Deus; em seu arrependimento, recordou apenas a amarga paixão e morte de Jesus Cristo: quão grande angústia e tormento havia sofrido por sua causa, para livrá-la de sua angústia e convertê-la novamente na imagem de Deus. Lançou-se inteiramente nessa recordação, não fazendo outra coisa senão lastimar sua ignorância e negligência, por ter sido ingrata para com seu Redentor, jamais tendo considerado o grande amor que ele mostrou por ela, tendo passado o tempo ociosamente, sem jamais pensar como poderia participar de sua Graça. Com as vãs concupiscências e prazeres do mundo, havia formado em si imagens e figuras das coisas terrenas; havia obtido inclinações tão bestiais que agora deveria viver presa numa grande miséria, sem atrever-se, por vergonha, a erguer os olhos a Deus, enquanto Ele ocultava-lhe a luz de Sua Face, não querendo olhá-la.

Encontrando-se imersa em tais gemidos e lágrimas, foi atraída para o abismo do horror, como se estivesse perante as portas do inferno para perecer. A pobre alma, extenuada e completamente desorientada, esqueceu-se de todos seus atos e queria entregar-se à morte e deixar de ser uma criatura.

Com isso, entregou-se à morte, desejando apenas morrer na morte do seu Redentor, Jesus Cristo, que sofrera tão grandes tormentos por ela. Contudo, nessa agonia, começou a suspirar interiormente e a clamar pela bondade divina e a lançar-se na mais pura misericórdia de Deus.

Quando isso ocorreu, à amável face do amor de Deus subitamente apareceu e penetrou-a com uma grande luz, lançou então a orar de maneira correta e a agradecer pela graça do altíssimo, regozijando-se imensamente por ter sido libertada da morte e da angústia do inferno.

Provou a doçura de Deus e a Sua Verdade prometida; com isso, todos os espíritos maus que antes a haviam fustigado, apartando-a da graça do amor e da Presença Inferior de Deus, foram obrigados a dela separar-se. Então, solenemente, o “matrimônio do Cordeiro” teve lugar: a nobre SOPHIA desposou a alma e o selo do anel da vitória de Cristo imprimiu-se em sua essência, e ela foi recebida novamente como filho e herdeiro de Deus.

Quando isto ocorreu, a alma tornou-se muito feliz e começou a operar nesse novo poder, celebrando com louvores as maravilhas de Deus, pensando que, dali em diante, caminharia continuamente sob a mesma Luz, poder e gozo. Porém, foi logo assaltada – exteriormente, pelo escárnio e reprovação do mundo e, interiormente, por uma grande tentação, de modo que começou ter a dúvidas quanto ao fato de seu fundamento estar realmente em Deus e se havia participado de Sua Graça.

Assim, Satanás, o Acusador, aproximou-se e quis desviar a alma de seu caminho, levando-a a duvidar do caminho verdadeiro, sussurrando-lhe interiormente: “Essa feliz mudança em teu espírito não provém de Deus, mas apenas de tua própria imaginação”.

Além disso, a Luz divina retirou-se, brilhando apenas no plano interior da alma – como numa fogueira, quando a lenha em chamas é retirada, restando apenas o fogo interior das brasas –, de modo que [pela] razão sentia-se perplexa e abandonada. A alma não sabia por que isso estava ocorrendo, nem se de fato havia experimentado a divina luz da Graça. Contudo, não podia deixar de lutar.

Pois o ardente Fogo do Amor fora semeado nela, gerando uma fome veemente e contínua da doçura divina. Por fim, começou a orar de maneira correta, humilhando-se perante Deus, examinando e testando suas más inclinações e pensamentos, e lançando-os fora de si.

Desse modo, a vontade da razão foi quebrada e as más inclinações inerentes a elas foram gradativamente aniquiladas e extirpadas. Esse processo foi muito severo e doloroso para a natureza do corpo, tornando-o débil e enfermo. Contudo, não era uma enfermidade natural, mas a melancolia de sua natureza terrena sentindo e lamentando a destruição de suas concupiscências.

Pois bem, quando a razão terrena encontrou-se em tal abandono e a pobre alma viu que, exteriormente, era desprezada e ridicularizada pelo mundo, pois já não podia trilhar o caminho da perversão e da vaidade, e também que, interiormente, era assaltada pelo Acusador, Satanás, que a escarnecia, oferecendo-lhe a todo momento as belezas, as riquezas e a glória do mundo, e chamando-a de estúpida por não correr para abraçá-las, a alma começou a pensar e dizer: “Ó Deus eterno! O que farei agora para chegar ao repouso?"

 

A ALMA ILUMINADA ENCONTRA-SE NOVAMENTE COM A ALMA ATORMENTADA

Em meio a tais pensamentos, a alma Iluminada encontrou-se mais uma vez com a alma atormentada, e disse-lhe: “O que te afliges, meu irmão, e te põe em tal abatimento e tristeza?” A pobre alma respondeu: “Segui teu conselho e obtive um raio da doçura divina; mas novamente, ela afastou-se de mim e agora encontro-me abandonada e sob grandes provações e aflições no mundo, pois todos meus bons amigos abandonaram-me e escarnecem de mim. Interiormente, sou acometida pela angústia e pela dúvida, e não sei o que fazer”.

A alma iluminada disse: “O que dizes traz-me muita alegria, pois nosso amado Senhor Jesus Cristo está percorrendo contigo e em ti o caminho que mesmo trilhou neste mundo. Também ele foi desprezado e alvo de maledicências, e nada possui que lhe fosse próprio. Agora carregas sua marca. Não te assombres com isso, nem o estranhes, pois assim deve ser para que possas ser provada, refinada e purificada.

Em tal angústia e inquietude, terás muitas vezes motivo para ter fome da redenção e para clamar por ela; por meio de tal fome e tal clamor, atrairás a graça para ti, inferior e exteriormente.

Pois, para recuperar a imagem de Deus, deves crescer tanto a partir de baixo como a partir do alto, como uma jovem planta que, agitada pelo vento, suportando o frio e o calor, deve manter-se atraindo força e virtude tanto do alto como de baixo, e resistir a mais de uma tempestade, antes, antes de converter-se numa árvore e dar frutos. Pois, através de tal agitação, a virtude do Sol move-se na planta, as suas propriedades selvagens são penetradas e tingidas pela virtude solar, e com isso, a árvore cresce.

Neste momento, deves agir como um valente soldado do Espírito de Cristo e cooperar com ele. Pois o Pai eterno, por Seu poder ígneo, engendra em ti o Seu Filho, e este Filho transmuta o Fogo do Pai (o Primeiro Princípio, a propriedade colérica da alma) em Chama de Amor (o Segundo Princípio, a doce Luz divina), de modo que do fogo e da Luz (da Ira e do Amor) advém uma substância una, que é o verdadeiro templo de Deus.

Agora, tu brotarás nas vinhas de Cristo, na videira de Cristo, e darás frutos em tua vida, ajudando e instruindo os outros e, como uma boa árvore, mostrando teu amor em abundância. Pois o Paraíso deve, através da cólera de Deus, brotar novamente em ti e converter o inferno em céu.

Portanto, não acovardes antes as tentações do diabo, pois ele luta pelo reino que um dia teve em ti; mas, tendo-o perdido, foi humilhado e está obrigado a afastar-se de ti. E se ele te cobre exteriormente com a humilhação e a reprovação do mundo, é para encobrir a própria vergonha e para que tu permaneças oculto para o mundo.

Pois, com teu novo nascimento ou natureza regenerada, estás no céu e na harmonia divina. Por isso, sê paciente e espera no Senhor. O que quer que te ocorra, recebe-o como proveniente de Suas mãos para o teu mais alto bem”.

Dizendo isto, a alma Iluminada se afastou.

 

 

O CAMINHO DA ALMA

Agora, essa alma começou a caminhar sob o paciente sofrimento de Cristo e, dependendo apenas do poder de Deus, entrou na esperança. Desde então, tornou-se mais forte a cada dia, e suas más inclinações pereceram gradualmente; por fim, chegou a um elevado grau da Graça, as portas da revelação divina foram-lhe abertas e o reino dos céus manifestou-se nela.

Assim, através do arrependimento, da fé e da oração, a alma retornou a seu verdadeiro repouso original e converteu-se num reto e amado filho de Deus. Que Sua infinita misericórdia nos ajude a todos a conseguir o mesmo. Amém.

May 24

SAIBA PORQUE COMER FRUTAS

FRUTAS!
O ALIMENTO MAIS PRECIOSO!

SAIBA O PORQUÊ

 

Fruta é o mais perfeito alimento; gasta uma quantidade mínima de energia para ser digerida e dá ao seu corpo o máximo em retorno.

O único alimento que faz seu cérebro trabalhar é glicose.

A fruta e principalmente a frutose (que pode ser transformada com facilidade em glicose), são na maioria das vezes compostos de 90 a 95% de água. Isso significa que ela está limpando e alimentando ao mesmo tempo.

O único problema com as frutas é que a maioria das pessoas não sabe como comê-las de forma a permitir que o corpo use efetivamente seus nutrientes.

Deve-se comer frutas sempre com o estomago vazio.

Por quê? A razão é que as frutas não são, em princípio, digeridas no estomago: são digeridas no intestino delgado.

As frutas passam rapidamente pelo estomago, dali indo para o intestino, onde liberam seus açúcares. Mas se houver carne, batatas ou amidos no estomago, as frutas ficam presas lá e começam a fermentar.

Você já comeu alguma fruta de sobremesa, após uma lauta refeição, e passou o resto da noite arrotando aquele desconfortável sabor restante? É porque você não a comeu da maneira adequada. Deve-se comer frutas sempre com o estomago vazio. A melhor espécie de fruta é a fresca ou o suco feito na hora.

Você não deve beber suco de lata ou do recipiente de vidro. Por que não? A maioria das vezes o suco foi aquecido no processo de vedação e sua estrutura tornou-se ácida.

Quer fazer a mais valiosa compra que possa? Compre uma centrífuga.

Você pode ingerir o suco extraído na centrífuga como se fosse a fruta, com o estomago vazio. E o suco é digerido tão depressa que você pode comer uma refeição quinze ou vinte minutos mais tarde.

O dr. William Castillo, chefe da famosa clínica cardiológica Framington, de Massachusetts, declarou que: fruta é o melhor alimento que podemos comer para nos proteger contra doenças do coração. Disse ainda, que as frutas contêm bioflavinóides, que evitam que o sangue se espesse e obstrua as artérias. Também fortalecem os vasos capilares, sendo que vasos capilares fracos quase sempre provocam sangramentos internos e ataques cardíacos.

Agora, uma coisa final que gostaria que mantivesse em sua mente sobre frutas.

Como se deve começar o dia?

O que se deve comer no café da manhã?

Pular da cama e encher seu sistema digestivo com um grande monte de alimentos (principalmente café e o pão branco com manteiga), que levará o dia inteiro para digerir não é a melhor opção.

O mais adequado é alguma coisa que seja fácil de digerir, frutas que o corpo pode usar de imediato, e que ajuda a limpar o corpo.

Quando levantar-se, e durante o dia, o quanto for confortavelmente possível, procure comer somente frutas frescas e sucos feitos na hora.

Mantenha esse esquema até pelo menos ao meio-dia, diariamente.

Quanto mais tempo ficar só com frutas em seu corpo, maior oportunidade de ele limpar-se.

Se você começar a se afastar dos outros alimentos pesados (tóxicos) com que costuma encher seu corpo no começo do dia, sentirá uma nova torrente de vitalidade e energia.

Aplique durante os próximos dez dias e veja por si mesmo.

 

BEBIDAS

Os chineses e os japoneses bebem chá quente (de preferência chá verde) durante as refeições. Nunca água gelada ou bebidas geladas. Deveríamos adotar este hábito!

Líquidos gelados durante e após as refeições solidificam os componentes oleosos dos alimentos, retardando a digestão. Reagem com os ácidos digestivos e serão absorvidos pelo intestino mais depressa do que os alimentos sólidos, demarcando o intestino e endurecendo as gorduras, que permanecerão por mais tempo no intestino.

Daí o valor de um chá morno ou até água morna depois de uma refeição. Facilita a digestão e amolece as gorduras para serem expelidas mais rapidamente, o que também ajuda no emagrecimento.

April 15

PRÓPOLIS CONTRA DENGUE

Biólogo explica como usar Propolis contra Dengue (Publicado em 02/04/07 )


Segundo um pesquisador de Florianópolis, basta tomar algumas gotas diárias  para que o mosquito nem se aproxime.
Ninguém divulga porque não há interesse, pois o própolis é barato e não enriquece ninguém. As indústrias farmacêuticas ganham fortunas com remédios para amenizar os sintomas da dengue. A Johnson ganha fortunas vendendo o Off, que é repelente de insetos.

O biólogo Gilvan Barbosa Gama, de Florianópolis, explica como usar o própolis contra a dengue.
 Segundo ele, o própolis exala na sudorese dois dos seus princípios ativos, a flavona e a vitamina B, que repelem os insetos.

Composição do Própolis
O própolis são uma cera produzida pelas abelhas a partir de cascas, resinas e botões de flores. Sua composição, alem das vitaminas do complexo B, C, H e O, também contém Flavonóides, galangia, resinas com bálsamo, cera e pólen.

Uso Preventivo
A tintura de Própolis na prevenção aos mosquitos da dengue, deve ser ingerida da seguinte forma:
Adultos: de 30 a 40 gotas diluídas em Água (ausente de cloro). Um copo a cada 6hs.
Crianças: crianças de 0 a 10 anos deverão tomar a metade do peso corporal em gotas diluídas em Água sem cloro (quantidade a critério).

Uso com a Dengue Instalada (TRATAMENTO RADICAL)
Adultos : tomar 7,5ml do extrato de própolis diluído em água (sem cloro).
1/2 copo na crise febril, ou seja, quando a febre se mostrar mais elevada. A partir daí, repetir esta mesma dosagem mais 3 vezes a cada 2hs.
Crianças :
Crianças de 0 a 3 anos: 1,5 ml do extrato de própolis diluído em água sem cloro (quantidade da água a critério) quando a febre se mostrar mais severa. A partir daí­ repetir esta mesma dosagem mais 3 vezes a cada 2hs.
Crianças de 3 a 6 anos : 3,0 ml do extrato de própolis diluí­do em água sem cloro (quantidade de água a critério) quando a febre se mostrar mais severa. A partir daí, repetir esta mesma dosagem mais 3 vezes a cada 2hs.
Crianças de 6 a 10 anos : 5,0ml do extrato de própolis diluído em água sem cloro (quantidade de água a critério) quando a febre se mostrar mais severa. A partir daí repetir esta mesma dosagem mais 3 vezes a cada 2hs.

OBSERVAÇÕES: IMPORTANTÍSSIMAS
Gilvan alerta, para não esquecer de fazer o teste ALÉRGICO para ver se quem vai tomar o própolis não são alérgico a ela. É muito rara esta sensibilidade, mas pode ocorrer.
Caso queira trocar a água sem cloro pela água de coco, é uma excelente pedida.


Sítios com mais informações

http://www2.uol.com.br/mochilabrasil/saudedoviajante.shtml
http://www.radiobras.gov.br/ct/1999/materia_050399_2.htm
http://mirandagama.sites.uol.com.br/
http://www.medicinadoviajante.com.br/ http://www.inova.unicamp.br/inventabrasil/propdengue.htm

February 09

QUAL O SIGNIFICADO DA VIDA?

O SIGNIFICADO DA VIDA
Swami Sivananda Saraswati

Você tem entendido o significado e a glória da vida humana? Você tem percebido o quanto o nascimento humano é um dom precioso e um verdadeiro poder divino? Você não sente que a vida pretende ser preenchida pelo mais sublime propósito? Verdadeiramente é um propósito que visa obter o mais elevado objetivo, que é a divina perfeição e a perene paz e bem aventurança. Você sabe perfeitamente que a vida não é meramente o ato de respirar, digerir, eliminar, pensar, sentir, saber, desejar, etc.. Vida não significa somente comer, enxergar, dormir e morrer miseravelmente no final.

Você vive verdadeiramente a sua vida quando você luta bravamente para fortalecer e dirigir a mente para a realização espiritual e o serviço à humanidade. Um pouco de torrada, manteiga e geléia, uma roupa de grife, um bangalô, um carro, cinema, festas – tudo isto não constitui a vida. Este não é o fim do homem o qual foi feito à “imagem e semelhança de Deus”. A mera vida sensual é apenas a vida de um animal. A cada dia você deve se lapidar e fazer com que pareça divino e ser divino. Egoísmo, desejo e sensualidade – tudo isto é ignorância; isto é delusão. Podem os confortos materiais elevarem as almas das pessoas? Pode a prosperidade material sozinha conferir a você consolo, coragem, paz, alegria, imortalidade e eterna perfeição do espírito? Certamente não.

Reflita sobre o que estou dizendo. Pense profundamente. Discrimine. Você vai perceber a verdade sobre esta transitória vida de sofrimentos na Terra. No circulo vicioso de prazeres sensuais e incessantes desejos, não se esqueça do verdadeiro propósito da vida e de seu objetivo real. Não há maior tolice do que pensar, sentir, confundir o irreal com o real, o transitório com o permanente e esquecer o mais importante dever na vida. Que grande tolice, que grande tragédia é quando o homem se nega a alcançar o objetivo da vida.

Você é indefeso quando é um bebê, você é indefeso quando está doente, quando está diante de calamidades como incêndios, terremotos, ciclones, quando você se torna miserável, quando se torna velho e senil. Por que, então, é tão orgulhoso e egocêntrico? Eleve-se sobre esta ilusão e alcance seu objetivo através da discriminação, analise e indagação da real natureza espiritual. Reflita “quem sou Eu?” e tente realizar a natureza essencial do Self [Ser]. Então sozinho você irá transcender seu corpo e sua mente e realizar o Self [Ser]. Então sozinho você será realmente livre e sempre bem aventurado.

A virtude é o caminho para a paz e a Luz. Retidão é o real segredo para a auto-realização. Pureza é o caminho da perfeição. Bondade leva você ao divino. Lute pela perfeição ética. Viva uma estrita vida ética. Torne-se adepto da verdade e da retidão, mesmo que isso custe a sua vida. Baseie sua vida na absoluta retidão. Cultive qualidades nobres com diligência e cuidado. Seja sincero, amigo! Pratique ativamente todas as virtudes seriamente e com zelo. Torne-se uma manifestação de Deus. Não pense o mal. Não fale o mal. Não veja o mal. Não faça o mal. Seja bom nos pensamentos, na palavra e nos atos.

Lembre-se de Deus diariamente e cada momento da sua vida. Ore a ele fervorosamente e com humildade e devoção para purificar sua natureza e ajudá-lo a obter o glorioso objetivo da vida. Viva por Deus. Audaciosamente enfrente todas as dificuldades e tribulações desta insignificante vida material. Seja um homem. Com coragem, lute pelo grande objetivo. Escalar uma montanha, atravessar um canal, bombardear uma cidade ou destruir um forte, estes não são atos de heroísmo e real coragem. Controlando sua mente e sentidos e superando a raiva, paixão e egoísmo, pelo alcance do autocontrole, isto constitui o real heroísmo de um homem. Por quanto tempo você vai ser escravo da paixão e dos sentidos? Afirme sua real natureza divina e sua maestria sobre sua natureza instintiva. Esta é sua mais importante tarefa.

Não identifique você mesmo com seu corpo perecível. Não corra atrás da moda e paixão. Não cultive o habito de se apegar em nomes e formas brilhantes. Não seja ignorante e não pense de maneira ilusória. Não pense “eu sou um indiano”, “eu sou um americano”, “eu sou um italiano”, etc., “eu sou negro, eu sou branco, eu sou amarelo”; “eu sou superior, eu sou inferior”; “eu sei de tudo, ele nada sabe: eu fiz isto, eu fiz aquilo – eu sou um hindu, eu sou cristão, eu sou mulçumano, eu sou isto, eu sou aquilo, etc.”

Tudo isto é o pior tipo de ignorância. Escute as verdades declaradas corajosamente pelos profetas e homens divinos, santos e homens de real e profunda sabedoria. Sua arte não está nem neste corpo perecível nem nesta mente impura. Sua arte está na eterna verdade, toda liberdade e toda perfeição e toda felicidade do espírito imortal. Sua arte é em essência Sat-Chit-Ananda – Verdade-Consciência-Bem-Aventurança. Sua arte é imperecível. Esta é sua gloriosa real natureza.

Sinta isto, medite sobre isto e afirme isto. Perceba isto e alcance a Sabedoria do Self [Ser]. Esteja sempre na felicidade. A vida ganha significado na prática do Yoga. Lute sempre para alcançar o grande objetivo. Pratique o Yoga da santidade. Faça o serviço desinteressado no espírito de pura adoração.

Cultive a devoção a Deus e a adoração diária a Ele. Purifique seu coração através da caridade e generosidade. Medite diariamente em Deus.

Através da incessante discriminação [discernimento], reflexão e inquirição se alcança a Sabedoria do Self [Ser]. Do amor, doação, pureza, meditação, realização. Seja bom. Faça o bem. Seja compassivo. Inquira, “quem sou Eu?”. Conheça o Self [Ser] e seja livre. Deus perpassa todos os seres. Sinta sua presença em todos os lugares. Veja-o em todos os homens e coisas. Sinta a felicidade com tudo num espírito de fraternidade e viva para acender o fogo da vida em seu coração. Seja todo inclusivo. Irradie amor puro através da sua vida. Comece a boa vida hoje e lute por isto agora.

Desfaça todas as dúvidas, medos e receios. Não hesite, seja ousado. O tempo é passageiro. Você tem que ser prático! Não seja fraco de fé. Você deve ter uma fé que mova montanhas. Nunca esqueça sua natureza imortal. Nunca se esqueça do verdadeiro propósito da sua vida. Acorde de seu longo sono da ignorância. Perceba tua escondida real natureza. Pare somente quando o objetivo for alcançado. Pare somente quando alcançar a sabedoria do Self [Ser]. Supere toda maldade. Aniquile toda luxúria, cobiça e egoísmo e volte para seu doce lar original, a eterna paz, eterna felicidade e eterno alvorecer. Através da sincera luta contra os instintos e impulsos mais baixos e através de uma vida devotada ao Yoga e a Deus, alcança-se a perfeição no pensamento, palavra e ação em tudo na vida. Em qualquer nação que você pertença, em qualquer sociedade que você pertença, seu real dever e o mais importante trabalho é este, o alcance da maior perfeição espiritual e felicidade. Possibilite a Deus, o Deus que é conhecido como a manifestação da maior felicidade e perfeição nesta vida. Permita que o amor prevaleça em todo lugar. Permita que a paz e a prosperidade esta em todos os seres vivos.

December 24

ÉTICA: O CAMINHO DA VIDA

 
 

O OBJETIVO DA VIDA

 

Oh! Homem!!! O Objetivo da vida é a auto-realização [realização divina]. A auto-realização outorga a Alegria Suprema, a Paz e o Destemor. O mais precioso é o nascimento humano. Utilize este nascimento para alcançar Deus. A vida é curta. O tempo é fugaz. Não perca tempo. Engaje-se em ações nobres. Apronte-se e avance no caminho da Divine Life [Vida Divina].

Sirva, Ame, Doe, Purifique-se, Medite, Realize-se. Seja bom; faça o bem. Seja gentil; seja compassivo. Pratique a não-ofensa, a verdade e a pureza. Esta é a fundação do Yoga e do Vedanta. Adapte-se, ajuste-se, ajeite-se. Tolere insultos; tolere injúrias. Sirva a todos. Ame a todos. Ampare a todos na Unidade do Espírito. Isto é a Divine Life [Vida Divina].

Pergunte-se ‘quem sou eu?’. Conheça a ti mesmo e seja livre. Tu não és este corpo, nem esta mente. Tu és um Ser Imortal. Tu és não-nascido, eterno, imutável, indestrutível, sempre-puro, todo-perfeito, Espírito ou Atman. Realize [encarne a Verdade] isto e seja livre. Esta é o seu principal dever. Faça isso através do altruísmo e do serviço, devoção e veneração, purificação, concentração e meditação. Obtenha a auto-realização. Faça-o agora. Permaneça na Felicidade, Paz e Perfeição eternamente.

 

Swami Sivananda

November 29

ÉTICA: O CAMINHO DA VIDA I

ÉTICA, A CIÊNCIA DA CONDUTA [RETA]

Swami Sivananda

Ética é a ciência da conduta [reta]. Ética é o estudo do que é certo ou bom [justo, útil etc.] na conduta. A ciência da ética mostra o caminho que os seres humanos comportam-se entre si, bem como em relação às outras criaturas. Contem princípios sistematizados de como o homem deve agir. Sem ética você não pode ter nenhum progresso no caminho espiritual. Ética é a fundação do Yoga, a pedra angular do Vedanta e o poderoso pilar em que o edifício do Bhakti Yoga repousa.

Ética é a conduta reta ou Sadachara. O signo do Dharma é Achara ou conduta reta. Achara é o símbolo de deus. Do Achara apenas o Dharma nasce. O Dharma eleva a vida. Os homens obtêm prosperidade, fama, tanto aqui quanto em outra vida através da prática do Dharma. Achara é o Dharma mais elevado. É a raiz de todo Tapas. É o que sustenta todo o universo. É o que leva um para a Eterna Felicidade e Imortalidade.

Ética é integridade. Integridade é o caminho da realização Divina. É a chave mestra da religião. Aquele que leva uma vida moral ou virtuosa obtém a liberdade, Perfeição ou Moksha.

Ética é a ciência relativa. O que é bom para um pode não ser para outro. O que é bom em algum momento pode não o ser em outro momento ou lugar. Ética é relativa a cada um e seu meio circundante.

Toda religião tem seus próprios princípios éticos. A verdade primária de toda religião é o princípio da ética ou moralidade, ou a ciência da conduta reta. Yama e Niyama de Patanjali Maharshi na filosofia do Raja Yoga constitui a melhor ética para o praticante de Yoga. O Manu Smriti, Yajnavalkya Smriti, Parasara Smriti – todos explicam o código da conduta reta. O Nobre Caminho Óctuplo [Quarta Nobre Verdade – O Caminho que conduz à liberação] do Budismo é a essência dos ensinamentos éticos do Senhor Buddha. Os Dez Mandamentos do Judaísmo, e o Sermão da Montanha do Senhor Jesus contêm os ensinamentos éticos da elevação espiritual da humanidade.

A primeira coisa que você aprende em toda religião é a unidade de todos os Seres. É o único Ser imanente em todas as criaturas. Todo relacionamento humano existe devido a esta unidade do Ser. A base da unidade do Ser é a Irmandade Universal e o Amor Universal. Yajnavalkya disse a Maitreyi, sua esposa: “Oh! Maitreyi! Nem mesmo pelo amor do marido é o marido bem-amado; para o amor do Ser é o marido bem-amado. E por isso a esposa, filhos, propriedade, amigos, mundos e mesmo os próprios Devas são todos bem-amados porque o único Ser reside em tudo.” Se você prejudica outro homem, prejudica a si mesmo. Se você ajuda outro homem, você ajuda a si mesmo. Existe uma vida, uma consciência em todas as criaturas. Este é o fundamentos da ética de cada e toda religião.

A prática da ética irá lhe ajudar a conviver em harmonia com seus vizinhos, amigos, com os membros de sua família, com o próximo, e todas as outras pessoas. Irá lhe conferir uma duradoura felicidade e Moksha. Seu coração será purificado. Sua consciência estará sempre limpa. Um homem de moral que segue rigorosamente os princípios éticos, não irá se desviar se quer um milímetro do caminho do Dharma ou retidão. Ele recebe por mérito uma reputação imortal pela sua prática da ética. Ele se torna a encarnação [ou personificação] do Dharma [isto é, encarar o Verbo]. Ele apenas deixa seu corpo físico; mas seu nome vive até o fim do mundo.

Nós temos morais humanas, morais familiares, morais sociais, morais nacionais, morais profissionais. Um médico tem suas próprias éticas profissionais. Ele não deve divulgar aos outros os segredos de seus pacientes. Ele deve ser atencioso e simpático com seus pacientes. Ele não deve aplicar injeções de qualquer tipo e cobrar um alto preço como se fosse um dos melhores remédios. Ainda que o responsável pelo paciente não lhe pague as contas da última visita, ele deve ir voluntariamente aos pacientes. Ele deve tratar os pacientes pobres gratuitamente. Um advogado também possui suas próprias éticas. Ele não deve preparar falsas testemunhas. Ele não deve aceitar os casos sem argumentos apenas pela causa ou remuneração. Ele deve defender gratuitamente as pessoas pobres. Existem éticas para o homem de negócios também. Ele não deve esperar muito lucro. Ele deve fazer muita caridade.  Ele não deve dizer falsidades mesmo em seu trabalho.

Não faça nada que não irá trazer benefícios aos outros, ou algo que você venha a se arrepender envergonhado depois. Faça obras que sejam louváveis e que tragam benefícios aos outros. Esta é uma descrição sintética da conduta reta, o mais elevado Dharma. As prescrições morais vêm sido entregues para libertar as criaturas de todos os sofrimentos.

A ética dos filósofos do Ocidente é superficial. É uma mera ética de aparências. Mas a ética Oriental é sutil, sublime e profunda. Todas as religiões ensinam as regras éticas tal como: “Não matar; não ferir os outros; Ame seus vizinhos; etc.” Mas eles não têm entregue as causas. Apenas a ética Hindu diz, “Existe um Atman que a tudo permeia. Que é a alma inerente de todos os seres. Está oculto nas criaturas. É a comum, pura consciência. Se você fere seu vizinho você de fato fere a si mesmo.” Está é a verdade metafísica básica que permeia todos os códigos éticos Hindu.

Fixe-se no Sadachara ou conduta reta e obtenha a imortalidade. Pratique a ética e obtenha o ilimitado domínio da benção eterna! Cresça. Evolua. Construa sua personalidade. Consulte os Sastras e Mahatmas sempre que estiver em dúvida. Alcance a meta da vida e descanse na harmonia intima.

ÉTICA: O CAMINHO DA VIDA II

FUNDAMENTO DA ÉTICA

Swami Sivananda

Ahimsa, Satyam, Brahmacharya são os próprios fundamentos da ética do Yoga e Vedanta. A prática destas três virtudes é um Maha Vrata ou Grande Voto Universal, para toda a humanidade. Estes são o Samanya ou Sadachara Dharma (dever comum) do homem. A prática destas virtudes cardinais purifica o coração e sereniza a mente, e prepara o Antahkarana para a recepção da luz transcendental. O Dharma está arraigado nestas virtudes. Toda a aversão e ódio cessam na presença de alguém que está estável em Ahimsa. Brahman ou o Eterno é a Verdade por si mesmo. E pode apenas ser percebido pela prática da Pureza.

A prática da tolerância (Titiksha), imperturbabilidade (Dhairya), controle dos sentidos (Indriya-Nigraha) e outros Sadachara Karmas (ações virtuosas) têm por objetivo fazer o homem auto-suficiente, independente e livre da escravidão física e social.

Ahimsa ou abster-se de causar sofrimento é um dever auto-evidente de cada homem. Não se trata apenas do sentido negativo de mera cessação de causar danos ou sofrimentos (Himsa abhava). Trata-se de uma resolução positiva definitiva ou Sankalpa interno ou a atitude de não mais ferir nenhuma criatura vivente. Você deve praticar Ahimsa nos pensamentos, palavras e ações. Nenhum pensamento de vingança ou malevolência deve surgir na mente.

Ferir os outros gera o ódio e a inimizade. E destes surge a violência e a vingança. E o medo passa a reinar. Onde o medo e a violência reinam, há destruição da paz e a sociedade se tornará um caos. Esta é a real condição da sociedade moderna atual. Que se encontra em um estado caótico, que apenas está adormecido e suprimido. Existe apenas uma ordem externa, de aparência. Violência, desordem e ódio de uma classe são mantidas suprimidas através da força, violência e aversão de outro tipo. A sociedade está repleta de crimes, visíveis e dissimulados, apesar das forças policiais visíveis e secretas. Todo este medo constante, tensão, e o cabo-de-guerra entre os homens podem desaparecer se o Ahimsa vier a ser praticado por todos nós.

Brahmacharya também não é somente uma abstenção externa do deleite sexual, mas também implica em uma resolução definitiva ou Sankalpa interno, ou a atitude de não mais entregar-se ao deleite sexual mesmo em pensamentos. Você deve cumprir Brahmacharya nos pensamentos, palavras e ações.

Asteya não é mero refreamento do furto. Não é uma mera cessação de se apropriar do que pertence aos outros, mas implica em um Sankalpa interno ou a decisão de não mais pensar em sonegar qualquer tipo de objeto que pertença a outros e desaprovar e desprezar todos os atos de apropriação inadequada ou incorreta.

As motivações internas de um homem formam as sementes e a raiz de todas as suas atividades da vida. Se, são puras todas as conseqüências subseqüentes serão puras e boas. Do contrário somente a desgraça e a infelicidade irão surgir. Um homem de pureza se torna uma influência positiva de elevação, afetando todos beneficamente; enquanto que um homem de impureza corrompe tudo com o que faz contato. Conseqüentemente existe uma obrigação moral do indivíduo para com a sociedade de manter a pureza da personalidade e ser uma força para a prosperidade na sociedade. Do contrário ele irá os prejudicar.

Você deve ter o Bhava-Suddhi ou a purificação dos motivos. Somente atos realizados com motivos puros irão conduzir à moralidade. Deve ser um Sankalpa interno ou resolução ou atitude de se tornar livre de todas as impurezas sentimentais de orgulho, auto-estima, etc., no desempenho dos deveres. Somente então você terá a pureza do motivo.

November 27

MEDITAÇÃO

QUAL É O OBJETIVO DA MEDITAÇÃO?
Sri Nisargadatta Maharaj

Este é um diálogo entre Sri Nisargadatta e um dos seus discípulos.

fonte: http://www.yoga.pro.br/artigos.php?cod=235&secao=3032

yoga.pro.br              30/08/2001

Discípulo: Todos os professores nos aconselham a meditar. Qual é o objetivo da meditação?

Maharaj: Nós conhecemos o mundo exterior de sensações e ações mas, do nosso mundo interior de pensamentos e sentimentos nós conhecemos muito pouco. O objetivo inicial da meditação é tornar-se consciente e familiarizar-se com a vida interior. O objetivo final é alcançar a fonte de vida e consciência.

Incidentemente, a prática da meditação afeta profundamente nosso caráter. Nós somos escravos do que não conhecemos. Daquilo que conhecemos, somos mestres. Qualquer que seja o vício ou a fraqueza, se os descobrimos dentro de nós e entendemos as suas causas e como funcionam, nos tornamos capazes de superá-los por conhecê-los bem. O inconsciente se dissolve quando trazido à consciência. A dissolução do inconsciente libera energia: a mente se sente adequada e se torna quieta, silenciosa.

D: Para que serve uma mente quieta?

M: Quando a mente está quieta nós podemos nos perceber como puros observadores. Nós nos afastamos da experiência e do experimentador e nos mantemos a parte, no estado de pura consciência, a qual está entre e além dos dois. A personalidade, baseada na identificação com o ego e em imaginar que somos alguma coisa: "Eu sou isto, eu sou aquilo", continua, mas somente como parte do mundo objetivo. A sua identificação com a testemunha se quebra.

D: Até onde eu sei, vivemos em muitos níveis e a vida em diferentes níveis requer energia. O ego, pela sua natureza se delicia com tudo e sua energia se dispersa. Não é o objetivo da meditação repressar a energia em seus níveis superiores ou movimentá-las para baixo e para cima, permitindo que os níveis superiores do ser se desenvolvam?

M: Isso tem mais a ver com os gunas (qualidades) do que com níveis. A meditação é uma atividade sátvica e que se volta para a completa eliminação de tamas, a inércia e rajas, a mobilidade ou atividade. Sattva puro (harmonia) é a perfeita libertação da indolência e da agitação.

D: Como fortalecer e purificar Sattva?

M: Sattva é pura e forte sempre. É como o Sol que pode parecer obscurecido pelas nuvens ou pelo pó, mas somente do ponto de vista do observador. Trabalhe com as causas do obscurecimento, não com o Sol.

D: Para quê serve Sattva?

M: Para quê serve a verdade, a bondade, a harmonia, a beleza? Essas qualidades são metas em si mesmo. Elas se manifestam espontaneamente, sem nenhum esforço quando deixamos as coisas seguirem seu curso, quando não interferimos, quando não evitamos, ou desejamos ou conceituamos, mas simplesmente as experienciamos em total consciência. Essa consciência, por si só é Sattva. Sattva não utiliza coisas e nem é usada pelas pessoas, ela as preenche.

D: Como eu não posso incrementar sattva, devo trabalhar com tamas e rajas somente? Como faço para lidar com elas?

M: Observando suas influências em você e sobre você. Esteja consciente delas em operação. Observe-as se expressando em seus pensamentos, palavras e atos. Gradualmente a força delas sobre você diminuirá e a clara luz de sattva começará a emergir. Isso não é nem difícil e nem um longo processo. A seriedade e sinceridade são as únicas condições para o sucesso.

                                                                                                                                            

Traduzido por Anderson Allegro do livro I am That.

Visite o site do professor Anderson Allegro em www.yogasite.com.br

September 25

A GRANDE REBELIÃO: CAPÍTULO 03

A Felicidade

 

As pessoas trabalham diariamente lutando para sobreviver; de alguma maneira querem existir, porém não são felizes.

“Ser feliz” é um quebra-cabeça chinês como se diz por ai. O pior é que as pessoas sabem disso, mas no meio de tantas amarguras parece que não perdem as esperanças de alcançar a felicidade algum dia, mesmo sem saber como nem de que maneira.

Pobres pessoas! Como sofrem! No entanto, querem viver; temem perder a vida.

Se as pessoas entendessem algo sobre Psicologia Revolucionária, possivelmente até pensariam diferente; mas, na verdade, nada sabem; querem apenas sobreviver em meio à sua desgraça – e isso é tudo.

Existem momentos prazerosos, muito agradáveis; mas isso não é felicidade. As pessoas confundem prazer com felicidade.

Folia, farra, bebedeira, orgia, tudo isso é prazer bestial, mas não é felicidade. Também existem festinhas sadias, sem bebedeiras, sem bestialidades, sem álcool; mas isso tampouco é felicidade...

— Você é uma pessoa amável? Como se sente quando dança? Você está enamorado? Ama de verdade? Como se sente dançando com o ser querido?

Permita-me ser um pouco cruel nestes momentos dizendo que isso também não é felicidade. Se você já está velho e esses prazeres não lhe atraem mais, desculpe-me se lhe digo que seria diferente se você fosse jovem e cheio de ilusões.

De todas as maneiras, digam o que disserem, dançando ou não dançando, namorando ou não namorando, tendo ou não tendo dinheiro, você não é feliz mesmo que pense o contrário. Passamos a vida buscando a felicidade em todas as partes e morremos sem havê-la encontrado.

Na América Latina são muitos os que têm esperanças de um dia ganha na loteria; acreditam que assim vão conseguir a felicidade. Alguns até são premiados, mas nem por isso conseguem a tão sonhada felicidade.

Quando somos jovens sonhamos com a mulher ideal, alguma princesa das “Mil e Uma Noites”, algo extraordinário... depois, vem a crua realidade dos fatos: mulher, filhos pequenos para sustentar, situação financeira dramática, etc.

Não há dúvida que à medida que os filhos crescem, os problemas também crescem, e até se tornam impossíveis. Conforme o menino ou a menina vá crescendo, os sapatinhos vão sendo cada vez maiores e o preço também, claro.

Conforme as crianças crescem a roupa vai custando cada vez mais e mais cara. Havendo dinheiro não há problema, mas, se não há, a coisa se torna bem séria e se sofre horrivelmente...

Tudo isso é mais ou menos tolerável quando se tem por esposa uma boa mulher. Mas quando o pobre homem é traído, quando é “chifrado” de nada vale então seguir lutando para conseguir dinheiro.

Existem casos extraordinários, mulheres maravilhosas, companheiras de verdade, tanto na riqueza quanto na pobreza, mas para o cúmulo da desgraça o home então não sabe apreciá-la, e até a abandona por outras mulheres que vão lhe amargurar a vida.

Muitas são as mocinhas que sonham com um “príncipe encantado”. Infelizmente, na vida real as coisas se tornam bem diferentes, e no terreno dos fatos concretos a pobre mulher se casa com um verdugo...

A maior ilusão de uma mulher é chegar a ter um belo lar e ser mãe. Santa predestinação! No entanto, ainda que tenha um marido muito bom, coisa por certo muito difícil, no fim tudo termina. Os filhos e as filhas se casam, se vão ou são ingratos com seus pais e o lar termina definitivamente.

Conclusão: neste mundo cruel em que vivemos, não existe gente feliz! Todos os pobres seres humanos são infelizes.

Conhecemos muitos “burros de carga”, cheios de dinheiro na vida, mas também carregados de problemas, disputas de toda espécie, sobrecarregados de impostos, etc. não são felizes...

De que Server ser rico se não se goza de boa saúde? Pobres ricos! Às vezes são mais infelizes que um mendigo.

Tudo passa nesta vida! Passam as coisas, as pessoas, as idéias, etc. os que têm dinheiro passam e os que não têm também passam e ninguém conhece a autêntica felicidade.

Muitos querem fugir de si mesmos por meio das drogas ou do álcool, mas em verdade não só não conseguem escapar, como também, o que é pior, ficam presos no inferno do vício.

Os amantes do álcool, da maconha ou do L.S.D., etc., desaparecem como por encanto quando o viciado resolve mudar de vida. Fugindo do “mim mesmo”, do “eu mesmo”, não se alcança a felicidade. O mais indicado seria agarrar o “touro pelos chifres”, observar o “eu” e estudá-lo com o propósito de descobrir as causas da dor.

Quando descobrimos as verdadeiras causas de tantas misérias e amarguras é óbvio que podemos fazer alguma coisa...

Se conseguíssemos acabar com o “mim mesmo”, com “minhas bebedeiras”, “meus vícios”, ‘meus afetos” que tanta dor me causam no coração, “minhas preocupações” que destroçam o cérebro e me adoecem, etc., é claro que então adviria isso que não é do tempo; isso que está além do corpo, das emoções e da mente; isso que realmente é desconhecido para o entendimento e que se chama “felicidade”.

A felicidade tem um sabor que o “eu mesmo”, o “mim mesmo” jamais conheceu.

 

 

                                 Samael Aun Weor

CAPÍTULO 03, do livro A GRANDE REBELIÃO

September 24

EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL: CAPÍTULO 32

REBELDIA PSICOLÓGICA

Aqueles que se dedicaram a viajar por todos os países do mundo com o propósito de estudar, detalhadamente, a todas as raças humanas, puderam comprovar por si mesmos que a natureza deste pobre animal intelectual, equivocadamente chamado homem, é sempre a mesma, seja na velha Europa ou na África cansada de tanta escravidão, na terra sagrada dos Vedas ou nas Índias Ocidentais, na Austrália ou na China.

Este fato concreto, esta tremenda realidade que assombra todo estudioso, pode especialmente ser verificado se o viajante visita escolas, colégios e universidades.

Chegamos à época de produção em série. Agora tudo se produz em linha de montagem e em grande escala. Sérias de aviões, carros, mercadorias de luxo etc.

Mesmo que seja um pouco grotesco, é verdade que as escolas industriais, universidades etc., converteram-se também em fábricas intelectuais de produção em série.

Nestes tempos de produção em séria, o único objetivo na vida é encontrar segurança econômica. As pessoas têm medo de tudo e buscam segurança.

O pensamento independente, por estes tempos de produção em série, torna-se quase impossível por que o moderno tipo de educação baseia-se em meras conveniências.

A “Nova Onda” vive muito conformada com esta mediocridade intelectual. Se alguém quer se diferente, distinto dos outros, todo mundo o desqualifica, o critica, fecha-lhes as portas, nega-lhe trabalho etc.

O desejo de conseguir dinheiro para viver e divertir-se, a urgência de alcançar êxito na vida, a busca de segurança econômica, o desejo de comprar muitas coisas para exibir-se ante os outros etc., cerceia o pensamento puro, natural e espontâneo.

Foi totalmente comprovado que o medo embota a mente endurece coração.

Nestes tempos de tanto medo e busca de seguranças, as pessoas se escondem em suas covas, em seus esconderijos, em seu canto, no lugar onde acreditam poder ter mais segurança, menos problemas e não querem sair dali, têm terror a vida, medo de novas aventuras, experiências etc.

Toda esta tão falada educação moderna baseia-se no medo e na busca de segurança, as pessoas estão espantadas e têm medo até da própria sombra.

As pessoas têm horror a tudo, temem sair das velhas normas estabelecidas, ser diferentes dos outros, pensar de forma revolucionária, romper com todos os preconceitos da sociedade decadente etc.

Felizmente, vivem no mundo uns poucos sinceros compreensivos que verdadeiramente desejam examinar profundamente todos os problemas da mente, mas na grande maioria de nós nem se quer existe o espírito de inconformidade e rebeldia.

Existem dois tipos de rebeldia que estão devidamente classificados:

            Primeiro: Rebeldia Psicológica violenta;
            Segundo: Rebeldia Psicológica profunda da inteligência.

O primeiro tipo de rebeldia é reacionário, conservador e retardatário. O segundo tipo de rebeldia é revolucionário.

No primeiro tipo de Rebeldia Psicológica, encontramos reformador que remenda trajes velhos e repara muros de velhos edifícios para que não caiam, é o tipo regressivo, o revolucionário de sangue e aguardente, o líder dos aquartelamentos e golpes de estado, o homem de fuzil ao ombro, o ditador que sente prazer levando ao paredão todos os que não aceitam seus caprichos, suas teorias.

No segundo tipo de Rebeldia Psicológica, encontramos Buda, Jesus, Hermes, o transformador, o rebelde inteligente, o intuitivo, os grandes paladinos da Revolução da Consciência etc.

Aqueles que só educam com o absurdo propósito de ocupar magníficas posições dentro da colméia burocrática, subir ao topo da escada, aparecer etc., carecem de verdadeira profundidade, são imbecis por natureza, superficiais, ocos, cem por cento velhacos.

Está plenamente comprovado que, quando no ser humano não existe verdadeira integração de pensamento e sentimento, ainda que tenhamos recebido uma grande educação, a vida é incompleta, contraditória, aborrecedora e atormentada por inumeráveis temores de todo tipo.

Sem dúvida e sem temor de enganar-nos, podemos afirmar enfaticamente que sem educação integral a vida é daninha, inútil e prejudicial.

O animal intelectual tem um Ego¹ interior formado infelizmente por diferentes entidades que se fortificam com a educação equivocada.

O Eu pluralizado que cada um de nós carrega em seu interior é a causa fundamental de todos os nossos complexos e contradições.

A Educação Fundamental deve ensinar novas gerações nossa didática psicológica para a dissolução do Eu.

Só dissolvendo as várias entidades que em seu conjunto constituem o Ego (Eu), podemos estabelecer em nós um Centro Permanente de Consciência Individual. Então, seremos íntegros.

Enquanto exista dentro de cada um de nós o Eu pluralizado, não só amargaremos a nossa vida, mas também, amargaremos a dos demais.

De que vale estudarmos Direito, tornar-nos advogados se perpetuamos as brigas? De que vale acumular em nossa mente muitos conhecimentos, se continuamos confusos? Para que servem as habilidades técnicas e industriais, se as usamos para a destruição de nossos semelhantes?

De nada serve instrui-nos assistir aulas, estudar, se no processo do viver diário estamos destruindo miseravelmente uns aos outros.

O objetivo da educação não deve ser só produzir, cada ano, novos buscadores de emprego, novos tipos de patifes, novos desajustados que nem se quer sabem respeitar a religião do próximo etc.

O verdadeiro objetivo da Educação Fundamental deve ser criar verdadeiros homens e mulheres integrados e, por isto, conscientes e inteligentes.

Infelizmente, os professores de escolas, colégios e universidades, pensam em tudo, menos em despertar a inteligência integral dos educandos.

Qualquer pessoa pode cobiçar e adquirir títulos, condecorações, diplomas e até tornar-se muito eficiente no nível mecanizado da vida, mas isto não significa ser inteligente.

A inteligência não ode ser jamais mera mecanização, a inteligência não pode ser o resultado de simples informação livresca, a inteligência não é a capacidade para reagir automaticamente com palavras rebuscadas ante qualquer desafio. A inteligência não é mera repetição da memória.

A inteligência é a capacidade para receber diretamente a Essência, o Real, o que verdadeiramente É.

A Educação Fundamental ajuda cada indivíduo a descobrir os verdadeiros valores, os quais surgem como resultado da investigação profunda e da compreensão integral de si mesmo.

Quando não existe em nós autoconhecimento, a auto-expressão se converte em auto-afirmação egoísta a destrutiva.

A Educação Fundamental só se preocupa em despertar em cada indivíduo a capacidade para compreender a si mesmo em todos os níveis da mente e não simplesmente em entregar-se à complacência da auto-expressão equivocada do Eu pluralizado.

_______________________________

¹ "O Ego ou Eu é o Satã da Bíblia, feixe de lembranças, desejos, paixões, ódios, ressentimentos, concupiscências, adultérios, heranças de família, raças, nação etc." (CAP. 24). Maus hábitos, pensamentos e sentimentos negativos, complexos, medos, mágoas, enfim, todo um conjunto subconsciênte e inconsciênte de se lhe dar com os acontecimentos da vida - as tendências psicológicas.

 

                                           Samael Aun Weor

CAPÍTULO 32, do livro EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL

 

ENSINAMENTOS: DIÁLOGO INTER-RELIGIOSO

DIMENSÕES DA ESPIRITUALIDADE*

                      Sua Santidade, 14º Dalai Lama (Tenzin Gyatso)

Irmãos e irmãs, gostaria de falar sobre valores espirituais definindo dois níveis de espiritualidade. Como seres humanos, nosso objetivo básico é ter uma vida feliz; todos queremos ser felizes. É natural, para nós, buscar a felicidade. Esse é nosso objetivo de vida. A razão é completamente clara: quando perdemos a esperança, o resultado é que nos tornamos deprimidos e talvez até suicidas. Portanto, nossa existência é fortemente enraizada na esperança. Embora não haja garantia de que o futuro chegará, é porque temos esperança que somos capazes de continuar vivendo. Podemos dizer que o propósito de nossa vida, nosso objetivo de vida, é a felicidade.

Seres humanos não são produzidos por máquinas. Somos mais do que apenas matéria; temos sentimento e experiência. Por essa razão, somente conforto material não é suficiente. Necessitamos algo mais profundo, o que usualmente chamo de afeição humana, ou compaixão. Com afeição humana, ou compaixão, todas as vantagens materiais que temos à nossa disposição podem ser muito construtivas e produzir bons resultados. Contudo, sem afeição humana, somente vantagens materiais não nos proporcionarão satisfação, nem produzirão qualquer medida de paz mental ou felicidade. De fato, vantagens materiais sem afeição humana podem até mesmo criar problemas adicionais. Portanto, afeição humana, ou compaixão, é a chave para a felicidade humana.

O primeiro nível da espiritualidade, para os seres humanos de todos os lugares, é a fé em uma das muitas religiões do mundo. Penso que há um importante papel para cada uma das principais religiões mundiais, mas para que elas façam uma contribuição efetiva em benefício da humanidade do lado religioso, há dois fatores importantes a serem considerados. O primeiro é que praticantes individuais das várias religiões — isto é, nós mesmos — devem praticar sinceramente. Ensinamentos religiosos devem ser uma parte integral de nossas vidas; eles não deveriam estar separados de nossas vidas. Algumas vezes, vamos a uma igreja ou um templo e rezamos uma prece, ou geramos algum tipo de sentimento espiritual e, quando saímos, nada daquele sentimento religioso permanece. Essa não é a forma adequada de praticar. A mensagem religiosa deve estar conosco onde quer que estejamos. Os ensinamentos da nossa religião devem estar presentes em nossas vidas de forma que, quando realmente precisamos ou pedimos bênçãos ou força interior, mesmo nessas horas esses ensinamentos estarão lá; eles estarão lá quando passarmos por dificuldades porque estão constantemente presentes. Somente quando a religião torna-se uma parte integral de nossas vidas é que ela pode ser realmente efetiva.

Também precisamos experienciar mais profundamente os significados e valores espirituais de nossa própria tradição religiosa — precisamos conhecer esses ensinamentos não só a nível intelectual, mas também, de forma cada vez mais profunda, através de nossa própria experiência. Algumas vezes entendemos diferentes idéias religiosas num nível muito superficial ou intelectual. Sem um sentimento profundo, a eficácia da religião torna-se limitada. Portanto, devemos praticar sinceramente, e a religião deve tornar-se parte de nossas vidas.

O segundo fator refere-se mais à interação entre as várias religiões mundiais. Hoje, por causa da crescente mudança tecnológica e a natureza da economia mundial, estamos muito mais dependentes uns dos outros do que antes. Diferentes países e continentes tornaram-se mais intimamente associados uns com os outros. Na realidade, a sobrevivência de uma região do mundo depende da de outras. Portanto, o mundo tornou-se mais próximo, muito mais interdependente. Como conseqüência, há mais interação humana. Sob tais circunstâncias, a idéia de pluralismo entre as religiões mundiais é muito importante. Em tempos passados, quando as comunidades viviam separadas uma das outras e as religiões surgiam num relativo isolamento, a idéia que havia só uma religião era muito útil. Mas agora a situação mudou, e as circunstâncias são inteiramente diferentes. Agora é crucial aceitar o fato de que existem diferentes religiões, e a fim de desenvolver verdadeiro respeito mútuo entre elas é essencial aproximar o contato entre as várias religiões. Esse é o segundo fator que possibilitará as religiões mundiais serem mais eficazes em beneficiar a humanidade.

Quando estava no Tibete, eu não tinha contato com pessoas de diferentes crenças religiosas. Assim, minha atitude em relação às outras religiões não era muito positiva. Mas, quando tive a oportunidade de encontrar pessoas de diferentes crenças e aprender com essa experiência e o contato pessoal, minha atitude para com as outras religiões mudou. Compreendi como são úteis para a humanidade e o potencial contributivo de cada uma para um mundo melhor. Há séculos, as religiões vêm dando contribuições maravilhosas para o aprimoramento dos seres humanos, e ainda hoje há um grande número de seguidores do cristianismo, islamismo, judaísmo, budismo, hinduísmo e assim por diante. Milhões de pessoas estão se beneficiando de todas essas religiões.

Para dar um exemplo do valor do encontro de diferentes crenças, meus encontros com o falecido Thomas Merton fizeram-me perceber que bonita, maravilhosa pessoa ele era. Noutra ocasião, encontrei-me com um monge católico que viveu vários anos como eremita numa montanha bem atrás do mosteiro de Montserrat, na Espanha. Quando visitei o mosteiro, ele desceu de sua ermida especialmente para falar comigo. O fato de o inglês dele estar pior do que o meu me deu mais coragem de falar com ele! Ficamos cara a cara e perguntei, "Nesses poucos anos, o que você estava fazendo naquela montanha?" Ele olhou-me e respondeu, "Meditação na compaixão, no amor". Quando ele disse estas poucas palavras, entendi a mensagem através dos seus olhos. Realmente desenvolvi verdadeira admiração por ele e por outros como ele. Tais experiências ajudaram a confirmar na minha mente que todas as religiões do mundo têm o potencial para produzir boas pessoas, a despeito das suas diferenças de filosofia e doutrina. Cada tradição religiosa tem sua própria maravilhosa mensagem a transmitir.

Do ponto de vista do budismo, por exemplo, o conceito de um criador é ilógico. É difícil para os budistas entenderem esse conceito por causa do modo que eles analisam a causalidade. Contudo, este não é o lugar para discutir questões filosóficas. O ponto importante aqui é que para as pessoas que seguem esses ensinamentos nos quais a crença básica está num criador, esta abordagem é eficaz. De acordo com essas tradições, o ser humano individual é criado por Deus. Além disso, como recentemente aprendi de um dos meus amigos cristãos, eles não aceitam a teoria do renascimento, e assim, não aceitam vidas passadas ou futuras. Acreditam somente nesta vida. Contudo, eles mantêm que esta vida é criada por Deus, pelo criador, e esta idéia desenvolve neles um sentimento de intimidade com Deus. Seu ensinamento mais importante é que, como estamos aqui por desejo de Deus, nosso futuro depende do criador, e porque o criador é considerado supremo e sagrado, devemos amar a Deus, o criador.

O que se segue a isso é o ensinamento que deveríamos amar nossos semelhantes — esta é a mensagem principal aqui. O raciocínio é que se amamos a Deus, devemos amar nossos semelhantes porque eles, como nós, foram criados por Deus. O futuro deles, como o nosso, depende do criador, portanto, sua situação é igual a nossa. Logo, a crença das pessoas que dizem "Ame a Deus" mas não mostram amor verdadeiro para seus semelhantes é questionável. A pessoa que acredita em Deus e no amor a Deus, deve demonstrar a sinceridade de seu amor a Deus através do amor dirigido aos semelhantes. Essa abordagem é muito poderosa, não é?

Assim, se examinarmos cada religião por vários ângulos e da mesma maneira — não apenas da nossa posição filosófica mas de vários pontos de vista — não pode haver dúvida de que todas as grandes religiões têm o potencial para melhorar os seres humanos. Isto é óbvio. Através de um contato próximo com pessoas de outras fés, é possível desenvolver uma atitude aberta e de respeito mútuo em relação a outras religiões. Proximidade com diferentes religiões ajuda-me a aprender novas idéias, novas práticas, e novos métodos ou técnicas que posso incorporar à minha própria prática. Da mesma forma, alguns de meus irmãos e irmãs cristãos adotaram certos métodos budistas, como a prática da mente unifocada e as técnicas de desenvolvimento da tolerância, da compaixão e do amor. O benefício é enorme quando praticantes de diferentes religiões se unem para esse tipo de intercâmbio. Além de desenvolverem a harmonia entre si, ganham outras benesses.

Políticos e líderes de nações falam com freqüência em "coexistência" e "ação conjunta". Por que não nós, religiosos, também? Acho que é chegada a hora. Em Assis, em 1987, por exemplo, líderes e representantes de várias religiões mundiais se encontraram para orar juntos, embora eu não saiba ao certo se orar é a palavra exata para descrever com acuidade a prática de todas aquelas religiões. Em todo caso, o que importa é que os representantes de várias religiões se reuniram e, conforme suas próprias crenças, rezaram. Isso já está acontecendo e é, creio eu, muito positivo. No entanto, ainda precisamos fazer mais esforços para aumentar a harmonia e a proximidade entre as religiões mundiais, pois sem um tal esforço continuaremos a vivenciar todos esses problemas que dividem a humanidade. Se a religião fosse o único remédio para reduzir o conflito humano, mas se este mesmo remédio se tornasse outra forma de conflito, seria um desastre. Hoje, como no passado, ocorrem conflitos em nome da religião por causa de diferenças religiosas, e acho isso muito triste. Mas, como disse antes, se pensarmos aberta e profundamente compreenderemos que a situação atual é inteiramente diferente do passado. Não estamos mais isolados, mas somos interdependentes. Hoje, portanto, é muito importante entender que um relacionamento íntimo entre as várias religiões é essencial, para que diferentes grupos religiosos possam trabalhar juntos e realizar um esforço comum para o benefício da humanidade. Assim, sinceridade e fé na prática religiosa por um lado, e tolerância e cooperação religiosa por outro, formam este primeiro nível do valor da prática espiritual para a humanidade.

O segundo nível da espiritualidade — a compaixão como religião universal — é mais importante que o primeiro porque, não importa quão maravilhosa uma religião possa ser, ainda assim ela é aceita somente por um número limitado de pessoas. A maioria dos cinco ou seis bilhões de seres humanos em nosso planeta provavelmente não pratica religião alguma. De acordo com o seu ambiente familiar, eles poderiam se identificar como pertencentes a um ou outro grupo religioso — "eu sou hindu", "eu sou budista", "eu sou cristão" —, mas realmente a maioria desses indivíduos não é necessariamente praticante de nenhuma crença religiosa. Isto está correto: seguir uma religião ou não é um direito da pessoa como indivíduo. Todos os grandes mestres, como Buda, Mahavira, Jesus Cristo e Maomé falharam em tornar toda a população humana voltada para a espiritualidade. O fato é que ninguém pode fazer isso Se esses não-crentes são chamados de ateus não importa. De fato, para alguns estudiosos ocidentais os budistas também são ateístas, pois não aceitam um criador. Por isso, às vezes, ao descrever estes não-crentes, adiciono a palavra "extremo" e os chamo de não-crentes extremos. Eles não apenas são não-crentes mas também são extremos, presos ao ponto-de-vista de que a espiritualidade não tem valor. Contudo, devemos lembrar que essas pessoas também são uma parte da humanidade e também têm, como todos os seres humanos, o desejo de viver uma vida pacífica e feliz. Este é o ponto importante.

Acredito que não há problemas em permanecer não-crente, mas enquanto você fizer parte da humanidade, enquanto você for um ser humano, você precisa de afeição humana, compaixão humana. Este é realmente o ensinamento essencial de todas as tradições religiosas: o ponto crucial é a compaixão ou afeição humana. Sem afeição humana, mesmo crenças religiosas podem tornar-se destrutivas. Assim, a essência, mesmo na religião, é um bom coração. Considero que a afeição humana, ou compaixão, é a religião universal. Crente ou não-crente, todos necessitam de afeição humana e compaixão, porque compaixão nos dá força interior, esperança e paz mental. Assim, ela é indispensável para todos.

Examinemos, por exemplo, a utilidade de um bom coração na vida cotidiana. Se estamos de bom humor quando nos levantamos de manhã, com um sentimento caloroso no coração, automaticamente está aberta a nossa porta interior para aquele dia. Mesmo se uma pessoa pouco amistosa aparece, não nos perturbamos, e podemos até dizer a ela alguma coisa simpática. Mas num dia de humor menos positivo, quando nos sentimos irritados, nossa porta interior se fecha automaticamente. O resultado é que, mesmo se encontramos nosso melhor amigo, ficamos pouco à vontade e tensos. Tais situações mostram a diferença que nossa atitude interior faz nas experiências do dia-a-dia. Precisamos, pois, a fim de criar uma atmosfera agradável em nós mesmos, nas nossas famílias e nossas comunidades, compreender que a fonte desse bem-estar está dentro do indivíduo, dentro de cada um de nós — um bom coração, compaixão humana, amor.

Uma vez criada uma atmosfera positiva e amistosa, o medo e a insegurança automaticamente diminuem. Assim, podemos facilmente fazer mais amigos e criar mais sorrisos. Afinal de contas, somos animais sociais. Sem amizade humana, sem o sorriso humano, nossa vida torna-se miserável. O sentimento de solidão fica insuportável. É a lei natural, isto é, pela lei natural dependemos dos outros para viver. Se, sob certas circunstâncias, por algo estar errado dentro de nós, nossa atitude para com nossos semelhantes, de quem dependemos, se tornar hostil, como poderemos esperar paz de espírito e uma vida feliz? De acordo com a natureza humana básica, ou lei natural, a afeição — compaixão — é a chave da felicidade. Segundo a medicina contemporânea, um estado mental positivo, ou paz mental, também é benéfico para a saúde física. Logo, mesmo do ponto de vista de nossa saúde, paz e calma mental são cada vez mais importantes. Isso mostra que o próprio corpo físico aprecia e responde à afeição humana, à humana paz de espírito.

Se olharmos para a natureza humana básica, veremos que nossa natureza é mais dócil do que agressiva. Se examinarmos vários animais, notaremos que aqueles de natureza mais pacífica têm uma estrutura corporal correspondente, enquanto os predadores têm uma estrutura corporal desenvolvida de acordo com a natureza deles. Compare um tigre com um veado. Há uma grande diferença de estrutura física entre eles. Quando comparamos o nosso próprio corpo com os deles, vemos que somos mais parecidos com os veados e coelhos do que com os tigres. Até os nossos dentes são mais parecidos com os deles, não são? Bem diferentes dos do tigre. Nossas unhas são outro bom exemplo — eu não sou capaz de pegar nem um rato, só com as minhas unhas humanas. Claro, a inteligência humana nos habilita a criar ferramentas e métodos sem os quais seria difícil fazer muito do que fazemos. Como vêem, devido ao nosso estado físico, pertencemos à categoria dos animais dóceis. Acho que é nossa natureza humana fundamental que se mostra em nossa estrutura física básica.

Diante da situação global atual, a cooperação é essencial, especialmente em campos como economia e educação. O conceito de que diferenças são importantes está agora mais ou menos ultrapassado, como demonstra o movimento por uma Europa Ocidental unificada. Acho que esse movimento é verdadeiramente maravilhoso e chega em boa hora. Ainda assim, esse trabalho entre as nações não aconteceu por causa de compaixão ou fé religiosa, mas por necessidade. Há uma tendência crescente em direção da conscientização global. Nas atuais circunstâncias, um relacionamento mais íntimo com os outros tornou-se um elemento da nossa própria sobrevivência. Portanto, o conceito de responsabilidade universal baseado na compaixão e num senso de irmandade é essencial. O mundo está cheio de conflitos — por causa de ideologia, de religião ou até entre famílias — baseados em alguém querendo uma coisa e outra pessoa querendo outra coisa. Assim, se examinarmos as fontes de todos esses conflitos, descobriremos muitas fontes, muitas causas, até dentro de nós mesmos.

Nesse meio tempo, todavia, temos o potencial e a capacidade de unirmo-nos harmoniosamente. Tudo mais é relativo. Embora haja várias causas de conflito, existem ao mesmo tempo muitas causas para união e harmonia. Chegou a hora de pôr mais ênfase na união. Também aqui, há que haver afeição humana. Por exemplo, você pode ter uma opinião ideológica ou religiosa diferente da de outra pessoa. Se você respeitar o direito da outra pessoa e mostrar sinceramente uma atitude compassiva para com ela, então não importa se a idéia dela lhe serve, isso é secundário. Enquanto a outra pessoa acreditar, enquanto puder se beneficiar de tal ponto de vista, ela estará em seu absoluto direito. Então, precisamos respeitar e aceitar o fato de que existem diferentes pontos de vista. No campo da economia dá-se o mesmo: nossos competidores devem obter algum lucro, pois eles também precisam sobreviver. Quando temos uma visão mais ampla baseada na compaixão, creio que tudo se torna mais fácil. Compaixão, mais uma vez, é o fator-chave.

Os conflitos mundiais estão hoje consideravelmente menos tensos. Felizmente, agora podemos pensar e falar seriamente sobre desmilitarização. Cinco anos atrás isso seria difícil, mas hoje a Guerra Fria entre os Estados Unidos e a ex-União Soviética acabou. Aos meus amigos americanos eu sempre digo: A força de vocês não vem das armas nucleares, mas dos nobres ideais de democracia e liberdade dos seus antepassados. Quando estive nos Estados Unidos em 1991, pude encontrar o ex-presidente George Bush. Na ocasião, falávamos sobre a nova ordem mundial e eu lhe disse: Uma nova ordem mundial com compaixão é ótimo. Sem compaixão, não tenho certeza.

Creio que é um bom momento para pensarmos e falarmos sobre desmilitarização. Já há sinais de redução armamentícia e, pela primeira vez, de desnuclearização. Passo a passo, vamos vendo uma diminuição de armas. Penso que nossa meta deveria ser a de livrar o mundo — nosso pequeno planeta s das armas. Isso não quer dizer, porém, que devamos abolir todo tipo de armas. Talvez seja preciso guardar algumas, pois há sempre algumas pessoas e grupos criando confusão entre nós. Por precaução, e para nos resguardarmos desses focos, poderíamos criar um sistema internacional de forças policiais monitoradas regionalmente, que não pertençam a nenhum país mas sejam controladas coletivamente e supervisionadas por uma organização internacional, como as Nações Unidas. Sem armas disponíveis, não haveria perigo de conflito militar entre as nações, nem haveria guerras civis.

A guerra continua sendo, para nossa tristeza, parte da história humana, mas acho que chegou a hora de mudar os conceitos que levam à guerra. Certas pessoas acham gloriosa a guerra, e que através dela podem se tornar heróis. Essa atitude comum em relação à guerra é muito errada. Um entrevistador me disse, um desses dias, que os ocidentais têm muito medo da morte, mas que os orientais a temem pouco. Eu lhe respondi, em tom de brincadeira, que para a mentalidade ocidental, a guerra e a instituição militar parecem extremamente importantes. Guerra significa morte — provocada, e não por causas naturais. Assim, são vocês, ocidentais, que não temem a morte, porque gostam tanto da guerra. Nós, orientais, principalmente nós, tibetanos, não podemos nem pensar em guerra; lutar, para nós, está fora de cogitação porque o resultado inevitável da guerra é o desastre: morte, ferimentos e miséria. Portanto, o conceito de guerra para nós é extremamente negativo. Isso quer dizer que, na realidade, temos mais medo da morte do que vocês, você não acha?

Infelizmente, alguns fatores fazem que nossas idéias sobre a guerra sejam muito incorretas. É hora, portanto, de pensar seriamente sobre desmilitarização. Eu senti isso profundamente, durante e depois da crise do Golfo Pérsico. Claro, todos culparam Sadam Hussein, e não há dúvida de que Sadam Hussein é negativo — ele errou de muitas maneiras. Afinal, ele é um ditador, e ditadores são obviamente negativos. No entanto, sem sua organização militar, sem suas armas, Hussein não seria aquele tipo de ditador. Quem lhe forneceu as armas? Os fornecedores também têm responsabilidade. Alguns países ocidentais lhe forneceram armas sem medir as conseqüências.

Pensar apenas em dinheiro, em lucrar vendendo armas, é realmente horrível. Certa vez, encontrei uma francesa que passara muitos anos em Beirute, no Líbano. Ela me disse, com grande tristeza, que durante a crise em Beirute havia gente de um lado da cidade ganhando dinheiro com a venda de armas, enquanto do outro lado, no mesmo dia, havia gente inocente sendo morta pelas mesmas armas. Da mesma forma, de um lado do planeta há pessoas vivendo suntuosamente com o lucro auferido da venda de armas, enquanto pessoas inocentes morrem do outro lado do planeta, vítimas daquelas balas sofisticadas. O primeiro passo, portanto, é parar a venda de armas. às vezes eu brinco com meus amigos suecos: Vocês são mesmo maravilhosos. Mantiveram a neutralidade durante o último conflito e sempre consideram a importância dos direitos humanos e da paz mundial. ótimo. Mas, nesse meio tempo, estão vendendo muitas armas. Há uma pequena contradição aí, não há?

Assim, desde a crise do Golfo Pérsico, prometi a mim mesmo que pelo resto da minha vida contribuirei para avançar a idéia da desmilitarização. No que diz respeito ao meu país, já resolvi que, futuramente, o Tibete deverá ser uma zona totalmente desmilitarizada. Mais uma vez, para tornar a desmilitarização uma realidade, o fator chave é a compaixão.

Gostaria de concluir explicando melhor o significado de compaixão, que freqüentemente é mal entendido. Compaixão verdadeira não está baseada em nossas próprias projeções e expectativas, mas sim nos direitos do outro: independentemente da outra pessoa ser um amigo íntimo ou um inimigo, contanto que ela deseje paz e felicidade e deseje superar o sofrimento, então, baseado nisso, desenvolvemos respeito verdadeiro para com seus problemas. Isso é compaixão verdadeira.

Em geral, chamamos qualquer preocupação com um amigo próximo de compaixão. Isso não é compaixão, é apego. Nem casamentos duram por apego, embora o apego geralmente esteja presente. Eles duram porque também há compaixão. Se os casamentos duram pouco, é por perda de compaixão; só há apego emocional baseado em projeção e expectativa. Quando o único vínculo entre amigos íntimos é o apego, mesmo uma questão menor pode causar uma mudança nas projeções. Assim que nossa projeção muda, o apego desaparece — porque o apego estava baseado unicamente na projeção e expectativa.

É possível ter compaixão sem apego — e similarmente, ter cólera sem ódio. Portanto, precisamos esclarecer as diferenças entre compaixão e apego, e entre cólera e ódio. Tal clareza é útil em nossa vida diária e em nossos esforços para a paz mundial. Considero esses valores espirituais como básicos para a felicidade de todos os seres humanos, tanto do crente quanto do não crente.

 

* Ensinamento dado em Melbourne, Austrália, no National Tennis Centre, em 4 de maio de 1992 e publicado em Dimensions of Spirituality, Wisdom Publicaions, 1995. Tradução de Bruno D'Avanzo do Centro de Estudos Budistas Paramitta (Curitiba - PR), em sua visita ao CEBB em julho 1996, e de José Fonseca do CEB-Bodisatva (Porto Alegre - RS).

 

fonte: http://www.dalailama.org.br/ensinamentos/dimensoes.htm

REVELAÇÃO DIVINA (27/09/1931)

REVELAÇÕES DIVINAS DO “ACENDEDOR DOS SETE CANDEEIROS”

TANIGUCHI, Masaharu. Sutra Sagrada (Kanro No Hou): CHUVA DE NÉCTAR DA VERDADE. 37ª Edição. São Paulo: SEICHO-NO-IE DO BRASIL, 2001

Reconcilia-te com todas as coisas do céu e da terra. Quando se efetivar a reconciliação com todas as coisas do céu e da terra, tudo será teu amigo. Quando todo o Universo se tornar teu amigo, coisa alguma do Universo poderá causar-te dano. Se és ferido por algo ou se és atingido por micróbios ou por espíritos baixos, é prova de que não estás reconciliado com todas as coisas do céu e da terra. Reflexiona e reconcilia-te. Esta é a razão que te ensinei, outrora, que era necessário reconciliar-te com teus irmãos antes de trazeres oferendas ao altar. Dentre os teus irmãos, os mais importantes são teus pais. Mesmo que agradeça a Deus, se não consegues, porém, agradecer a teus pais, não estás em conformidade com a vontade de Deus. Reconciliar-se com todas as coisas do Universo significa agradecer a todas as coisas do Universo. A reconciliação verdadeira não é obtida pela tolerância nem pela condescendência mútua. Ser tolerante ou ser condescendente não significa estar em harmonia do fundo do coração. A reconciliação verdadeira será consolidada quando houver recíproco agradecer. Mesmo que agradeça a Deus, aquele que não agradece a todas as coisas do céu e da terra não consolida a reconciliação com todas as coisas do céu e da terra. Não havendo reconciliação com todas as coisas do Universo, mesmo que Deus queira te auxiliar, as vibrações mentais de discórdia não te permitem captar as ondas da salvação de Deus. Agradece à Pátria. Agradece a teu pai e tua mãe. Agradece a teu marido ou a tua mulher. Agradece a teus filhos. Agradece a teus criados. Agradece a todas as pessoas. Agradece a todas as coisas do céu e da terra. Somente dentro desse sentimento de gratidão é que poderás ver-Me e receber a Minha salvação. Como sou o Todo de tudo, estarei somente dentro daquele que estiver reconciliado com todas as coisas do céu e da terra. Não sou presença que possa ser vista aqui ou acolá. Por isso não me incorporo em médiuns. Não penses que, chamando por Deus através de um médium, Deus possa Se revelar. Se queres chamar-Me, reconcilia-te com todas as coisas do céu e da terra e chama por Mim. Porque sou Amor, ao te reconciliares com todas as coisas do céu e da terra, aí, então, Me revelarei.

(Revelação Divina da noite de 27 de setembro de 1931.) 

September 22

ENSINAMENTOS: O AMOR E A COMPAIXÃO

A MEDICINA DO ALTRUÍSMO

Sua Santidade, o Dalai Lama (Tenzin Gyatso)

No Tibet nós dizemos que muitas doenças podem ser curadas pela medicina do amor e da compaixão. O amor e a compaixão são a base estrutural da felicidade humana e a sua necessidade se encontra no núcleo de nosso ser. Infelizmente há muito tempo o amor e a compaixão vêm sendo omitidos das esferas de interação social. Atualmente estes valores são vividos na família e no lar, e seu uso na vida pública é considerado impraticável e até ingênuo. Isto é trágico. No meu ponto de vista, a prática da compaixão não é simplesmente um sintoma de idealismo não realista, mas o caminho mais eficiente de dedicar-se com afinco aos interesses dos outros do mesmo modo como nos dedicamos aos nossos. Quanto mais nós — como uma nação, um grupo ou indivíduos — dependermos um dos outros, maior deverá ser o interesse em assegurarmos o bem estar uns dos outros.

Praticar o altruísmo é a real fonte de compromisso e cooperação; somente reconhecer a nossa necessidade de harmonia não é o suficiente. Uma mente comprometida com a compaixão é como um reservatório que está transbordando — é uma fonte constante de energia, determinação e bondade. É como uma semente; quando cultivada germina muitas outras boas qualidades, tais como o perdão, a tolerância, a força interna e a confiança para superar o medo e a insegurança. A mente de compaixão é como um elixir; é capaz de transformar uma má situação em uma situação benéfica. Conseqüentemente, nós não devemos limitar nossa expressão de amor e compaixão à nossa família e amigos. A compaixão não é somente uma responsabilidade do sacerdócio, da medicina e de trabalhadores sociais. É o empreendimento necessário em todas as esferas da comunidade humana.

Se um conflito se encontra no campo da política, negócios ou religião, a abordagem altruísta é freqüentemente o único meio de resolvê-lo. Às vezes os muitos conceitos que usamos para mediar uma disputa são os mesmos que causaram o problema. Nesse caso, quando uma resolução parece ser impossível, ambos os lados deveriam recordar da natureza humana básica que as une. Isto ajudará a quebrar o impasse e em longo prazo, ficará mais fácil para que todos alcancem seu objetivo. Embora nenhum lado possa ficar inteiramente satisfeito, se ambos fizerem concessões, no mínimo, o perigo de um conflito adicional estará prevenido. Nós sabemos que esta forma de acordo é a maneira mais eficaz de resolver problemas — por que, então, nós não a usamos mais freqüentemente?

Quando eu levo em consideração a falta da cooperação na sociedade humana, eu concluo que ela se origina na ignorância de nossa natureza interdependente. Eu sou freqüentemente comovido pelo exemplo dos pequenos insetos, como as abelhas. A lei da natureza dita que as abelhas trabalhem juntas a fim de sobreviver. Como conseqüência, elas possuem um sentido instintivo de responsabilidade social. Elas não têm nenhuma constituição, leis, polícia, religião ou treinamento moral, mas por causa de sua natureza trabalham fielmente juntas. Ocasionalmente elas lutam, mas no geral a colônia inteira sobrevive baseada na cooperação. Os seres humanos, ao contrário, têm constituições, amplos sistemas legais e forças policiais; nós temos religião, uma inteligência notável e um coração com grande capacidade de amar. Mas apesar de termos muitas qualidades extraordinárias, na prática ficamos para trás em relação àqueles insetos pequenos; de alguma forma, eu sinto que nós somos mais pobres do que as abelhas.

Por exemplo, milhões de pessoas vivem juntas em cidades grandes por todo o mundo, mas apesar desta proximidade muitos são sós. Alguns não têm nem mesmo um ser humano com quem compartilhar seus sentimentos mais profundos e vivem em um estado de perturbação perpétua. Isto é muito triste. Nós não somos animais solitários que nos envolvemos com alguém somente a fim de se reproduzir. Se fôssemos, por que construiríamos centros e cidades grandes? Mas mesmo sendo animais sociais obrigados a viver juntos, infelizmente nos falta o sentido de responsabilidade com nossos companheiros seres humanos. Será que a falha se encontra em nossa arquitetura social — a estrutura básica da família e da comunidade em que se baseiam nossa sociedade? Será que a falha está em nossas facilidades exteriores — nossas máquinas, ciência e tecnologia? Eu acho que não.

Eu acredito que apesar dos rápidos avanços feitos pela civilização neste século, a causa mais próxima de nosso dilema atual é a nossa ênfase excessiva no desenvolvimento material. Nós tornamo-nos tão absortos em sua perseguição que, mesmo sem saber, nós negligenciamos o desenvolvimento das necessidades humanas mais básicas de amor, da bondade, da cooperação e do afeto. Se não conhecemos alguém ou não nos sentimos conectados a um indivíduo ou grupo particular, nós simplesmente os ignoramos. Mas o desenvolvimento da sociedade humana é completamente baseado nas pessoas que se ajudam. Uma vez que perdemos a essência da nossa humanidade, ficamos destinados a perseguir somente o desenvolvimento material.

Para mim, está claro: um verdadeiro sentimento de responsabilidade pode originar-se somente se nós desenvolvermos a compaixão. Somente um sentimento espontâneo de empatia pelos outros pode realmente nos motivar para agirmos em favor dos interesses deles.

(Traduzido por Thilie Busato Sproesser e revisado por Sheila Busato.)

Fonte: http://www.dalailama.org.br/ensinamentos/medicina.htm

September 05

PEQUENA EXPLICAÇÃO SOBRE YOGA

O Yoga é um sistema prático perfeito de auto-conhecimento. O Yoga é uma ciência exata. Seu objetivo é o desenvolvimento harmônico do corpo, da mente e da alma. O Yoga é o afastamento dos sentidos da realidade objetiva e a concentração na mente em si. O Yoga é a vida eterna na alma ou no espírito. O Yoga objetiva o controle da mente e sua modificação. O caminho do Yoga é um caminho interior cujo ponto de partida é o coração. O Yoga é a disciplina da mente, dos sentido e do corpo físico. O Yoga ajuda na coordenação e no controle das forças sutis inerentes ao corpo. O Yoga leva à perfeição, à paz e à felicidade infinita. O Yoga pode ajudá-lo no seu dia-dia e no trabalho. Você sempre terá paz de espírito através da prática do Yoga. Com ela você terá um sono reparador. Você experimentará um aumento de energia, vigor, vitalidade, longevidade e ótimas condições de saúde. O Yoga transforma a natureza animal em natureza divina e o eleva ao cume da glória e do esplendor divinos. A prática do Yoga vai ajudá-lo a controlar as emoções e as paixões dando-lhe forças para resistir às tentações e removendo os elementos perturbadores da mente. Ela o deixará capaz de manter a mente equilibrada e de remover a fadiga. Ela lhe conferirá serenidade, calma e maravilhosa concentração. Você entrará em comunhão com o Senhor e alcançará assim, o summum bonum da existência.

 

Se você quer conseguir sucesso com o Yoga, você terá que abandonar todos os prazeres mundanos e praticar o Tapas (disciplina) e a Brahmacharya (castidade). Você terá que controlar a mente com habilidade e tática. Você terá que usar de métodos inteligentes e sensatos para controlá-la. Se usar a força, as coisas podem ficar mais turbulentas e prejudiciais. Ela não pode ser controlada a força. Ela fugirá ainda mais ao seu controle. Aqueles que tentam controlar a mente pela força são como aqueles que se atrevem a amarrar um elefante furioso com um cordão de seda fina.

 

Um guru ou preceptor é indispensável para a prática do Yoga. O aspirante ao caminho do Yoga deve ser humilde, simples, pacífico, refinado, tolerante, clemente e gentil. Se você apenas tem a curiosidade de obter poderes físicos, você não terá sucesso no Yoga. O Yoga não consiste em sentar-se com as pernas cruzadas por seis horas seguidas ou parar o pulso ou batimentos cardíacos, ou enterrar-se debaixo da terra por uma semana ou um mês. A auto-suficiência (desprezar os outros), a impertinência, o orgulho, a luxuria, a reputação, a fama, a natureza auto-afirmativa, a obstinação, a idéia de superioridade, os desejos sexuais, as más companhias, a preguiça, a gula, o excesso de trabalho, a falação e a mistura excessivas são alguns dos obstáculos no caminho do Yoga. Admita plenamente suas faltas. Quando você se livrar de todos estas más qualidades, o Samadhi (êxtase iluminador) ou a união (com o absoluto) virá por si.

 

Pratique o Yama (morrer em defeitos) ou o Niyama (nascer/crescer em virtudes). Sente-se confortavelmente em Padma (lótus) ou Siddhasana (postura perfeita para o homem, para as mulheres denomina-se Siddha Yoni Asana). Segure a respiração. Esqueça os sentidos. Controle os pensamentos. Concentre-se. Medite e atinja o Asmprajnata ou Nirvikalpa Samadhi (união com o Ser Supremo). Que você se ilumine como um brilhante yogin através da pratica do Yoga! Que você goze a glória do Eterno!

 

SWAMI SIVANANDA SARASWATI

 
August 29

EVITANDO O CÂNCER

COMO EVITAR A FORMAÇÃO DE CÉLULAS CANCEROSAS

 

Este é um artigo muito sério e contém as pesquisas mais recentes do Hospital John Hopkins, de Nova York (USA), um dos centros mais avançados de pesquisa sobre câncer. Sugerimos compartilhar com todos os seus amigos e parentes essas informações, porque em se tratando de câncer, a prevenção é o melhor remédio e como poderão constatar, as recomendações são muito simples e fáceis de seguir.

1.      Toda pessoa tem células cancerosas no corpo. Estas células cancerosas não aparecem nos testes padrões, até que elas se multipliquem em alguns bilhões. Quando os médicos dizem aos pacientes de câncer que não há mais nenhuma célula de câncer nos seus corpos, após o tratamento, isto quer dizer que os testes não podem mais identificar as células cancerosas, porque elas não atingiram o tamanho detectável.

2.      Células cancerosas podem ocorrer de 6 a mais de 10 vezes na vida de uma pessoa.

3.      Quando o sistema imunológico da pessoa é vigoroso, as células cancerosas serão destruídas e impedidas de se multiplicarem e formar tumores.

4.      Quando uma pessoa tem câncer, isto significa que ela tem múltiplas deficiências nutricionais, diretas ou indiretas, ou seja, derivadas de fatores psico-emocionais e de percepção que a vulnerabilizam, afetando seu sistema imunológico. Estas deficiências são devidas a fatores genéticos, ambientais, da alimentação e do estilo de vida, além daqueles de fundo emocional.

5.      Superar as deficiências nutricionais múltiplas significa, no mínimo, mudança de dieta e a inclusão de suplementos, que irá fortalecer o sistema imunológico.

6.      Quimioterapia impede o crescimento acelerado das células de câncer e também destrói as células saudáveis na medula óssea, na área gastro-intestinal, etc., e pode causar dano aos órgãos, como fígado, rins, coração, pulmões etc.

7.      A radiação, enquanto vai destruindo as células de câncer, também produz queimaduras, cicatrizes e danificam as células saudáveis, tecidos e órgãos.

8.      O tratamento inicial com quimioterapia e radiação muitas das vezes poderá reduzir o tamanho do tumor. Entretanto, o uso prolongado da quimioterapia e da radiação não resulta em mais destruição do tumor.

9.      Quando o corpo está muito sobrecarregado com o efeito da quimioterapia e da radiação, o sistema imunológico ou já se encontra comprometido ou foi praticamente destruído; por conseguinte a pessoa pode sucumbir a vários tipos de infecções e complicações.

10.  Quimioterapia e radiação podem causar células cancerosas e mutação, se tornarem resistentes e de difícil destruição. Cirurgia também pode produzir células cancerosas e espalhar para outras áreas do corpo.

11.  Um modo efetivo para combater o câncer é fazer as células cancerosas passarem "fome", não as alimentando, pois elas necessitam de alimento para se multiplicarem.

 

AS CÉLULAS CANCEROSAS SE ALIMENTAM DE:

a)      Açúcar: O açúcar é um alimentador do câncer. Tirando o açúcar, se elimina a fonte de suprimento da sua alimentação mais importante. Substitutos do açúcar como o Nutrasweet, Equal, Spoonfull, etc., são feitos de Aspartame, que é muito prejudicial à saúde. Um mais adequado substituto natural seria o mel de Manuka, (tipo de árvore que tem folhas odoríferas nativa da Nova Zelândia e Tasmânia) ou melaço, mas só em pequenas quantidades.

b)     SAL: o sal de mesa tem uma substância química para torná-lo branco. A melhor alternativa é o BRAGG LIQUID AMINOS, (produto norte-americano, feito com um concentrado de proteína líquida, derivado da soja, que contem vários aminoácidos) ou, então, o sal marinho.

c)      O leite faz o corpo produzir muco, especialmente na área gastro-intestinal. O câncer se alimenta do muco. Eliminando o leite e substituindo-o, por exemplo, por "leite de soja" (não transgênico), não adoçado, as células cancerosas morrem de fome.

12.  Células cancerosas prosperam em um ambiente ácido. Uma dieta com base na carne é ácida; assim é melhor comer peixe e uma pequena quantidade de frango, do que ingerir carne de boi ou de porco. Carne de gado (criado em fazendas) contém antibióticos, hormônios de crescimento e parasitas, que são prejudiciais, principalmente às pessoas com câncer.

13.  Uma dieta feita com 80% de legumes frescos, sucos, grãos inteiros, sementes, nozes e um pouco de frutas ajudam pôr o corpo em um ambiente alcalino. Aproximadamente, 20% delas podem ser ingeridas cozidas, incluindo os feijões.

a)      Sucos de vegetais frescos provêem enzimas que são facilmente absorvidas e alcançam até níveis celulares dentro de 15 minutos, para nutrir e aumentar o crescimento das células saudáveis. Para obter enzimas vivas, para formar células saudáveis, tente ingerir sucos de vegetal frescos (a maioria dos legumes, inclusive brotos de feijão) e comer alguns legumes crus, duas ou três vezes por dia. As enzimas são destruídas a temperaturas de 104 graus Fahrenheit (40 graus centígrados). O cozimento exagerado deve ser substituído pelo cozimento no vapor, por um tempo breve.

b)     Evite café, chá e chocolate em demasia, pois têm alto nível de cafeína. O chá verde é uma das melhores alternativas.

c)      É melhor beber água limpa e natural, deionizada, filtrada, para evitar as toxinas conhecidas e metais pesados da água de torneira. A água destilada é ácida; evite-a.

14.  Proteína de carne é difícil de digerir e requer muitas enzimas digestivas. Carne não digerida, que permanece nos intestinos, putrefa (apodrece) e causa a formação de mais toxinas.

15.  Células cancerosas têm (suas) paredes cobertas de proteína dura. Privando-as, ou alimentando-as com pouca carne, elas se livram de mais enzimas (tóxicas) e do ataque às paredes de proteína das células cancerosas, e permite que as células protetoras do corpo destruam as células cancerosas.

16.  Alguns suplementos constroem o sistema imunológico: O IP6, Flor-essence, (flor de essência – uma mistura de ervas para fazer chá, que se acredita, tem propriedades para curar o câncer), antioxidantes, vitaminas, minerais, etc., para permitir que as próprias células protetoras do corpo destruam as células cancerosas. Outros suplementos, como vitamina E, são conhecidos por causar apoptose, (autodestruição da célula; uma espécie de sistema programado para matá-las) - o método normal do corpo de se livrar das células estragadas, indesejáveis ou desnecessárias.

17.  Câncer é uma doença da mente, do corpo e do espírito. Um espírito pró-ativo e positivo ajudará o guerreiro do câncer a ser um sobrevivente. Raiva, inclemência e amargura, assim como a tristeza, a mágoa, o ressentimento e a culpa, no meio de uma vida de rotina e pouco criativa, muito determinada pelas pressões das manipulações de opinião feitas pelas mídias, põem o corpo em estresse, num ambiente acetoso. Aprenda ter um espírito clemente e amoroso. Aprenda relaxar e desfrutar vida de modo criativo Tire seus sonhos da gaveta e encare-os!

18.  As células cancerosas não podem prosperar num ambiente oxigenado. Exercitando diariamente e profundamente a respiração, ajuda adquirir mais oxigênio até o nível celular. A terapia de oxigênio é outra maneira usada para destruir as células cancerosas. Uma sexualidade feliz, bem vivida, bem compartilhada é muito importante também para uma vida com saúde.

 

RECENTES INFORMAÇÕES DO JOHN HOPKINS HOSPITAL

1.      Não coloque nenhum recipiente plástico em microondas;

2.      Não coloque suas garrafas de plástico, com água, em congelador;

3.      Não ponha nenhuma embalagem de plástico em microonda.

Substâncias químicas de dioxina causam câncer, especialmente câncer de mama. Dioxina são altamente venenosas às células dos nossos corpos. Não se valha de copos plásticos para ingerir sucos gelados e café ou bebidas quentes e muito menos mexa uma bebida quente com talheres ou mexedores plásticos.

Recentemente, o Dr. Edward Fujimoto, Gerente de Programa de Bem-estar junto ao Hospital de Castle, estava em um programa de televisão para explicar esta periculosidade. Ele falou sobre as dioxinas e de como elas são ruins para nós. Ele disse que nós não deveríamos estar aquecendo nossa comida em microonda usando recipientes de plástico. Isto se aplica especialmente para alimentos gordurosos.   Disse que a combinação da gordura e alta temperatura liberam dioxinas na comida e finalmente nas células do corpo.

Ao invés, ele recomenda usar vasos de vidro, como Pirex ou recipientes cerâmicos para aquecer a comida. Você obtém os mesmos resultados, só sem a perigosa dioxina. Alimentos de TV Dinners (alimentos já prontos, congelados, sopas prontas empacotadas, etc.) deveriam ser removidos dos recipientes e aquecidos em outra coisa.

O papel pode não causa mal, mas você não sabe a sua composição. É mais seguro usar vidro temperado, como os produzidos pela Corning Ware, (Companhia norte-americana, fabricante de cabos de fibras ópticas, que no passado fabricava utensílios domésticos à prova de fogo).

Ele também nos lembrou que, há um tempo atrás, alguns restaurantes de fast food deixaram de usar embalagens de recipientes feitos com espumas sintéticas. Uma das razões é o problema da dioxina.

Também mostrou que aquela envoltura de plástico, como o Saran, (material de plástico impermeável) é muito perigosa quando colocado por cima dos alimentos para que estes sejam cozidos no forno de microondas. Como a comida recebe altas temperaturas, ("nuke") faz as toxinas venenosas derreterem a embalagem do plástico e gotejar para dentro da comida. Cubra o alimento com pirex ou cerâmica.

Pela sua objetividade e simplicidade, pela sua importância, este é um artigo que deveria, sim, ser enviado a qualquer pessoa importante na sua Vida. De qualquer forma, preserva os endereços para que seus correspondentes não sejam vítimas de Spam mais do que, certamente, já o são!

 

Atenciosamente;

Harold H. O. Louis

August 27

SOBRE O MEDO

O MEDO DE SER, E O MEDO DE VIVER 
 

O medo pode ser descrito de muitas formas diferentes, pode ser referenciado por muitas palavras diferentes, como por exemplo: alarme, acovardamento, angústia, ansiedade, apavoramento, apreensão, assombro, aversão, covardia, desassossego, enlouquecimento, fobia, horror, inquietação, inquietude, pânico, pavor, pusilanimidade, receio, repulsa, sobressalto, susto, temor, terror, tremor, etc.

Ele costuma se manifestar no corpo através de sensações como: dor de barriga (chegando à disenteria), imobilização, travamento (perna, mente, garganta), tremedeira, calafrios, suor. Provoca mudanças no metabolismo, que deveriam se manifestar inicialmente em situações de emergência, como um estado de alerta para uma defesa.

O estado de alerta, que deveria ser uma reação natural fisiológica para situações de perigo, acaba sendo utilizado para as oscilações da mente, para as ilusões. Passamos o tempo todo acionando os mais diversos tipos de alerta: alerta demissão, alerta falha, alerta perfeição, alerta traição. O que acontece, quando nos mantemos freqüentemente nesse estado de alerta, é que acabamos por gerar uma tensão que, com o tempo, se transforma em estresse.

O medo causa sentimentos de opressão, depressão, tristeza, infelicidade, embotamento, dor e sofrimento. Esta dor é uma dor psicológica, trazida pelas sensações de perda, exposição, erro, inferioridade, humilhação, vergonha.

Por medo, mentimos, fingimos, dissimulamos, falseamos, inventamos, criamos desculpas, explicações, justificativas, não somos fortes, não temos a coragem e a ousadia de aceitarmos nossos erros, nossos limites, nossas imperfeições. Estamos sempre atrás da aceitação dos outros.

Pode parecer um paradoxo, mas, quando estamos com medo de alguém, provavelmente este alguém também está com medo de nós. Na verdade, somos todos iguais, temos, em maior ou menor intensidade, os mesmos problemas.

Como antídotos para neutralizar o medo, temos: a coragem, a ousadia, a força, a verdade, a simplicidade, a sinceridade, a humildade, mas, acima de tudo, a consciência e o amor.

Todo desejo trás consigo um medo. Quando desejamos um emprego, uma promoção, surge, com este desejo, o medo de não conseguirmos realizá-lo. A mente começa a criar situações mirabolantes, um turbilhão de idéias se apodera de nós. O desejo de se possuir alguma coisa traz consigo o medo de não conseguir possuí-la, traz consigo a repulsa pelo oposto, que é o desejo de que o oposto não aconteça. A repulsa esconde uma série de medos.

Medo é o movimento fantasioso que a mente faz, na tentativa de repelir, de impedir que um acontecimento indesejável do passado ocorra novamente no futuro. Esta repulsão acaba por reforçar a lembrança da dor. É o apego à dor, apego à idéia da dor, da punição, da vergonha, da humilhação. Tal repulsão é o desejo, a expectativa, a ansiedade, de que estas coisas não se repitam. Tal repulsão é o desespero para evitar que venhamos a sentir dor, que venhamos a sofrer. É o apego ao pior, ao ruim.

O medo nasce da comparação entre nossas ações e nossos conceitos, padrões e valores, ou das comparações que fazemos entre nós e as outras pessoas, o que, na realidade, também acaba por se remeter a nossos padrões, conceitos, valores, aos nossos julgamentos.

O medo nasce da competição por prazer, status, poder, aceitação, sucesso, fama, riqueza. Queremos ser sempre melhores que os outros, estar acima dos outros, ter mais do que os outros. Como conseqüência, o medo se desencadeia: medo de termos menos do os outros, de ser menos do os outros.

O medo nos leva a fazer sempre as mesmas coisas, as coisas que já conhecemos, pois o que é conhecido é seguro. Assim, criamos rotinas, hábitos, crenças, dogmas. Mas, depois de algum tempo, somos tomados pelo tédio. Por estarmos bloqueados pelo medo, por estarmos cegos, não nos abrimos ao presente, ao desconhecido, ao verdadeiramente novo. Tudo o que é novo, inexplorado, gera medo.

O medo embota a mente. Impede-nos de agirmos de forma correta, de forma reta, impede-nos de pensarmos com clareza e retidão, impede-nos de falarmos diretamente, e nos leva à mentira e à falsidade. Com medo não podemos ser retos.

Um Mestre escreveu em seu diário:

O medo faz a mente fenecer, distorce os pensamentos, leva a todo o tipo de teoria de extraordinária sagacidade e sutileza, a superstições absurdas, a dogmas e crenças.

O medo se intensifica conforme o tamanho e a quantidade de situações de sofrimento vivenciadas. Por isso, conforme a idade avança, vamos ficando cada vez mais defensivos. A mente vai ficando mais carregada de mecanismos de reação e de defesa, e por conseguinte, mais embotada.

Mas, talvez, esse medo do novo, do desconhecido, não passe da falta de fé. A impossibilidade de se controlar uma situação gera medo. Quando acreditamos que controlamos as coisas, que dominamos os fatos, temos uma confortável sensação de segurança. Mas não podemos controlar algo que não conhecemos e, por esta razão, somos tomados pela sensação de medo, de impotência. Esta necessidade de controlar as coisas também está associada à auto-importância, ao medo da exposição, à insegurança, ao receio de que nossas máscaras caiam.

Talvez o medo do novo, do desconhecido, não exista. Talvez o que exista seja apenas o apego às coisas conhecidas e o receio de perdê-las, pois o que é conhecido, por mais sofrimento que traga, nos parece seguro.

Dizemos que queremos mudar, que queremos parar de sofrer, que queremos ser felizes. Mas não permitimos mudanças, tememos mudanças, resistimos a mudanças, externas e internas. Essas resistências são um reflexo de nossos temores internos para lidar com as mudanças. Podemos medir nosso medo pelo grau de nossas resistências.

O medo cria barreiras, muros de proteção, pois cremos que existem ameaças das quais temos que nos proteger que nos defender. Obviamente, essas barreiras são criadas para proteger nosso ego, nossa auto-imagem, nosso orgulho. Mas o medo não está ali zelando por nós, está nos travando. É o grande responsável por todos os nossos preconceitos e superstições. O medo traz o desejo de segurança, e o desejo de segurança traz o seu oposto, a insegurança.

Diz Samael Aun Weor em "A Revolução da Dialética":

O medo faz surgir na mente o desejo de segurança. O desejo de segurança escraviza a vontade convertendo-a numa prisioneira de auto-barreiras definitivas; dentro delas escondem-se todas as misérias humanas.

O medo produz todo tipo de complexo de inferioridade. O medo à morte faz com que os homens se armem e se assassinem uns aos outros. O homem que carrega um revólver no cinto é um covarde, um medroso. O homem valente não carrega armas porque não teme a ninguém.

O medo da vida, o medo da morte, o medo da fome, o medo da miséria, o medo do frio e da nudez, etc., geram todo tipo de complexos de inferioridade. O medo conduz os homens à violência, ao ódio, à exploração, etc.

Diz H. P. Blavatsky em "A Voz do Silêncio":

O medo, ó discípulo, mata a vontade e demora a ação.

Precisamos perceber o medo atuando em nós neste momento, agora. O medo vivenciado ontem ou o medo que será vivenciado amanhã são medos vazios, provêm da mente, são memórias, expectativas, condicionamentos. É importante perceber todos os medos que atuam dentro de nós agora. Eles não são fruto de situações isoladas e se processam dentro nós agora. E é neste momento único que podemos observar, perceber, compreender o medo.

Temos medo de tudo e de todos, temos medo o tempo todo, somos profundamente inseguros. Podemos até ter conhecimento de certos medos, mas nem sempre temos consciência deles. Não temos consciência de que temos medo e muito menos dos medos que temos. Costumamos achar que dentro de nós só existem os grandes medos. Mas existem os pequenos medos, que são muitos e geram, de forma sutil, condicionamentos, ansiedade, preocupação, desconfiança, insegurança, tensão. E, enquanto nos preocupamos com os grandes medos, esquecemo-nos dos medos menores, daqueles que realmente envenenam o nosso dia-a-dia, e dos quais, muitas vezes, não temos consciência. Os grandes medos são como uma cortina de fumaça para os pequenos medos.

Temos medo da zombaria, da ridicularização, da exposição, da humilhação, da desonra, do embaraço, da retaliação moral ou material, do castigo, da punição, da rejeição. Temos medo do que os outros vão achar, do que os outros vão dizer, do que os outros vão pensar, do que os outros vão fazer. Vivemos em um permanente e desconfortável estado de alerta, não há repouso interno.

O medo está sempre relacionado a alguma coisa. Temos medo de não ser aceito, de ser rejeitado, de ser magoado ou magoar o outro, da crítica, das reclamações, da nossa família, da opinião pública, de perder o emprego. Temos medo de não obter o que desejamos ou de perder o que possuímos, da solidão, do escuro, de perder o que nos dá prazer, de perder nossas companhias, de ficar sem a segurança e a satisfação proporcionadas pela posse, de não ser ninguém, de perder o emprego, de não ter comida ou dinheiro suficientes. Temos medo do que os outros pensam de nós, de não ser um "sucesso", de perder o status social, de ser desprezado ou ridicularizado, da dor e da doença, de ser dominado por outrem. Temos medo de não chegar a conhecer o amor ou de não ser amado, de perder esposa ou filhos, da morte. Temos medo de perder a fé, de nos sentir vazios. Temos medo de viver.

O medo pode variar em forma e intensidade, assim como podem variar também os objetos do medo e os agentes do medo. Mas ele é sempre o mesmo, é sempre o medo. Sua estrutura, seu mecanismo, suas raízes, são sempre as mesmas. Preocupar-se com os objetos, os agentes, a forma, a intensidade e os detalhes do medo é fuga.

Precisamos analisar nossos medos, precisamos parar de fugir, de repudiar. Precisamos parar de atribuir nossos medos a outras coisas, só porque não suportamos ver ou ouvir alguma verdade, realidade. Acreditamos que temos medo do chefe, quando, na realidade, temos medo é de perder o emprego, da humilhação, da repressão, da reclamação, do constrangimento, da retaliação, do castigo, da punição, da perda do status, de cair no conceito alheio. Temos medo de receber rótulos que julgamos negativos, de ouvir que não somos competentes, comprometidos, sérios, responsáveis. Acreditamos que temos medo da mulher, quando, na realidade, temos medo do abandono, da solidão, de ser acusado de egoísta, maldoso, estúpido, mal agradecido. Temos medo de ouvir reclamações, temos verdadeira repulsa a reclamações. Estes episódios funcionam como agentes do medo, uma vez que são capazes de criar situações onde o medo pode estar presente. Só esta possibilidade já nos dá medo.

Precisamos olhar para os nossos medos sem idéias, conceitos, preconceitos, dogmas. Se acreditamos que não temos capacidade de nos livrar do medo, então já não há mais nada a ser feito. Se acreditamos que o homem é como é, que o medo faz mesmo parte de nós, então já não há mais nada a ser feito. Se acreditamos que o motivo que gera o nosso medo é um motivo justo, e que neste ou naquele caso tínhamos mesmo que sentir medo, então já não há mais nada a ser feito. Se a essência do homem é boa ou má, não importa agora. Neste momento, precisamos apenas voltar a atenção para o medo. Alimentar essas idéias só irá contribuir para o nosso travamento. São idéias que estão servindo de muleta para nada fazermos, para nos justificarmos.

Precisamos conhecer o medo, sua estrutura, seu mecanismo, suas raízes. Precisamos compreender tudo isso, não podemos apenas tentar inverter ou compensar. Precisamos conhecer o medo, sem alegar que seria necessário ter mais coragem, ousadia, força. Isto é apenas mais uma rota de fuga.

A palavra medo, a idéia do medo, o símbolo do medo, trazem sensações, conjuntos de valores, experiências, pesos. Precisamos conhecer e compreender tudo isso. E não de forma superficial, mas com profundidade.

Eventualmente, podemos superar tranquilamente uma situação onde, a princípio, sentiríamos medo. Então nos sentimos bem, nos sentimos fortes, livres. Porém, pouco depois, a imaginação dispara e a mente fica na expectativa do que vai acontecer na próxima vez em que nos depararmos com a mesma situação. Ficamos a imaginar, a questionar, se realmente vencemos o medo, se o derrotamos para sempre. E, de repente, lá está o medo instaurado novamente.

Criamos no imaginário situações padronizadas que trazem a sensação de segurança, de tranqüilidade, de conforto, de prazer. Sentimos medo até de perder estas condições imaginárias, sentimos medo de sair desta situação, sentimos medo que algo ou alguém venha nos privar desta aconchegante situação.

Vivemos com os nossos medos ao longo do tempo. Com nossos pais, avós, bisavós e todos os nossos antepassados não foi diferente, eles sempre conviveram com isso. Nenhum de nós nunca parou para olhar o medo, nenhum de nós nunca parou para olhar dentro de si mesmo, dos nossos sofrimentos, nossas misérias. Encontramos tempo para trabalhar, para trabalhar mais, para nos divertir, para os prazeres, mas não encontramos tempo para os fantasmas que sempre estiveram conosco, causando sofrimento e dor. E, se nada fizermos, eles sempre estarão.

Podemos dizer que o medo é isso, que medo é aquilo, mas precisamos estar abertos para novas descobertas, para conhecer, cada vez mais e melhor, o medo que nos habita. Precisamos perceber que, apesar de muito discutirmos e analisarmos o medo, não passamos de meros ignorantes quanto à sua verdadeira essência. Um fato é certo: o medo virá e não saberemos como ou de onde. Portanto, precisamos estar abertos para a sua chegada, sem resistência mas com enfrentamento.

A questão que se interpõe não é a de compreender o medo e livrar-se dele para sempre. A questão vai mais além: é ir conhecendo, aceitando e enfrentando o medo pela vida afora.

 

Paz Profunda a Todos

Fabio Ferreira Balota

(texto enviando ao grupo Gnósticos Iniciantes) 

September 22

Sexualidade

Masturbação: o Vício Solitário

 

                Como função afetiva-espiritual, o Dr. Sigmund Freud, o eminente cientista pai da psicanálise, afirma que o sexo é o produto da união de um homem e uma mulher que se amam e se complementam. Em virtude disto, o Dr. Freud chama à masturbação: O “vício solitário”, já que a outra pessoa não existe senão na imaginação. Normalmente o masturbador se imagina com uma mulher, se é homem, e quando é a mulher quem se masturba imagina-se com um homem. O esgotamento se multiplica, porque é sexual e cerebral. Essa imagem da mulher fica impregnada no subconsciente e se revive no processo inconsciente do sono, originando as famosas “poluções noturnas”, ou seja, quanto mais se masturba o jovem, mais sofrerá de polução.

                A ciência já comprovou que a temperatura exterior do corpo humano é de 37°C, mas a interior é de 38°C, ao se masturbar ela aumenta. Quando o jovem termina de se masturbar, produz-se um movimento peristáltico de absorção e por efeito do vazio, a vesícula seminal trata de encher-se e poderia fazê-lo com espermatozóides dos testículos, mas não acontece assim porque estes acabam por ser expulsos; ademais, é mais fácil sorver ar do que líquido e através do pênis se absorve ar úmido que passa, à vesícula seminal, ao sistema linfático, chegando ao cérebro produzindo um choque térmico e se criam espaços vazios entre os neurônios e as células cerebrais que vão afetando a normalidade cerebral, física e nervosa.

                Em relação a este ar frio que absorve o masturbador, o eminente cientista Dr. Samael Aun Weor, filósofo, antropólogo, esoterista, sexólogo e psicólogo contemporâneo, no seu livro Didática do Auto Conhecimento, no capítulo “Sexologia”, afirma: "Enquanto aos masturbadores, bem sabem vocês o que é o vício da masturbação. Quando alguém se masturba, está cometendo um crime contra natureza. Depois de já ter ejaculado a Entidade do Sêmen, dá-se certo movimento peristáltico no pênis, isto o sabe qualquer homem. Durante a masturbação, a única coisa que recolhe o pênis com o movimento peristáltico é ar frio que vai ao cérebro, esgotando assim muitas faculdades cerebrais. Inumeráveis pessoas estão indo parar no manicômio pelo abominável vício da masturbação. Um cérebro cheio de ar é um cérebro estúpido em cem por cento. Assim condenamos esse vício em cem por cento".

                Quando estudamos o espermatozóide vemos que ele contém ADN (ácido desoxirribonucléico), portador da chave genética da herança e determina o aspecto sexual; ARN (ácido ribonucléico), enzimas, proteínas, glicósidos, lecitina, cálcio, fósforo, sais biológicos, prostaglandinas, aminoácidos, etc. Ao masturbar-se, o jovem extrai estes componentes do organismo o que não lhe permite um normal desenvolvimento, porque essa mesma energia é a que o vai ajudar a desenvolver-se.

                Quando o masturbador esgota o cálcio do organismo tem dores nos ossos e cansaço nas pernas. Os ossos fortes indicam virilidade, bem sabemos que na medula óssea se formam os glóbulos vermelhos, plaquetas, etc. Com a masturbação o jovem não permite uma boa formação da sua medula óssea e isso lhe traz conseqüências para toda a vida. Ao escassear o fósforo pela masturbação geram-se problemas nervosos e tremores. O masturbador esgota notavelmente a lecitina e isto origina a neurastenia que consiste numa atonia (afrouxamento) geral dos nervos. Dores nas costas na parte inferior muitas vezes são causadas por causa da masturbação.

                Existem por aí verdadeiros ignorantes, tidos como sexólogos modernos, criando absurdas teorias sexuais que só levam a uma degeneração sexual. Alguns até afirmam que se masturbar é bom, isso é um absurdo, um tremendo engano. A ciência já comprovou que a masturbação é extremamente negativa em termos cerebrais, físicos e emocionais. Aqui não estamos entrando na parte espiritual, mas sabemos que os textos sagrados também condenam esta prática.

O Dr. Spitake, notável anatômico americano, especializado em psiquiatria, tendo sido presidente da Sociedade Neurológica de Nova York, no livro Energia Criadora, atribui vários tipos de loucura ao abuso sexual e à masturbação, já que o cérebro está composto majoritariamente de lecitina, ao perdê-la na descarga seminal, o organismo tem que acudir aos tecidos e aos nervos do cérebro.

                Em cada ejaculação o homem perde de 300 a 400 milhões de espermatozóides. Os espermatozóides armazenam uma grande quantidade de energia, um único espermatozóide gera uma vida, imagine a perda em uma ejaculação... Quanta energia se perde. Que coisas não lograria o ser humano se conhecesse o mistério da “Pedra Filosofal” e aprendesse a libertar a energia do esperma dentro do seu próprio organismo? O resultado não seria outro senão a formação do “Super-Homem”[1].

                A próstata é uma glândula situada exatamente no extremo da bexiga, segrega um líquido branqueado e viscoso que serve de veículo aos espermatozóides. Esta glândula normalmente complete seu desenvolvimento aos 21 anos. O jovem quando se masturba antes de completar seu desenvolvimento (21 anos), atrofia a próstata originando depois dos 40 anos a prostatite, que é o aumento de tamanho desta glândula o que lhe impede de urinar, obrigando-o a utilizar uma sonda para poder fazê-lo. Posteriormente tem que operar e extirpar esta glândula. Esta operação, assim como a vasectomia diminui a potência sexual, isto é, com o tempo gera impotência sexual. Também urinar estando excitado faz com que se perca potência sexual.

                Os filhos de um masturbador não são de boa qualidade, têm muitos problemas porque são o produto de uma semente muito desgastada. A masturbação também se da nas mulheres e isto é algo doloroso e cruel (ver abaixo). A masturbação gera gradativamente impotência sexual e envelhecimento prematuro. É conhecido o caso de muitos homens que se tornaram impotentes antes dos 40 anos, o principal motivo: a masturbação.

                No livro Educação Fundamental, no capítulo "A adolescência", Dr. Samael Aun Weor afirma: "Há silêncios delituosos e existem palavras infames. Calar sobre o problema sexual é um delito. Falar erradamente sobre o problema sexual constitui também outro delito. [...] O vício da Masturbação arruína totalmente a potência cerebral. É necessário saber que existe uma íntima relação entre o sêmen e o cérebro. É necessário cerebrizar o sêmen. É necessário seminizar o cérebro. O cérebro se seminiza transmutando a energia sexual, sublimando-a, transformando-a em potência cerebral. Desta maneira fica o sêmen cerebrizado e o cérebro seminizado".

                "A Ciência Gnóstica estuda a fundo a endocrinologia e ensina métodos e sistemas para transmutar as energias sexuais. Quantos rostos podendo ser belos ficam murchos! Quantos cérebros se degeneram! Tudo por falta de um grito de alerta no momento oportuno. [...] O vício da Masturbação, tanto em jovens como em donzelas têm-se tornado mais comum que o lavar as mãos. Os manicômios estão cheios de homens e mulheres que arruinaram seu cérebro no arquejante vício da masturbação. O destino dos masturbadores é o manicômio".

 

Masturbação nas mulheres A masturbação também se da nas mulheres e isto é algo doloroso e cruel. As conseqüências são similares: afeta o desenvolvimento do cérebro, nervos, leva à frigidez sexual, esgotamento físico, perda da memória, da vitalidade e do magnetismo. As maiores conseqüências que sofrem é na parte sexual e no comportamento psico-social, já que vão diminuindo as possibilidades sexuais e progressivamente leva a uma recusa do homem. A jovem que não se masturba, conserva sua vitalidade, beleza, brilho nos olhos, poderoso campo magnético, bom timbre de voz, etc. A pornografia, as conversas de duplo sentido, as palavras vulgares, os pensamentos luxuriosos etc. devem ser eliminadas de nossas vidas. Devemos também selecionar saudavelmente as nossas amizades.

 

 

Importante: não importa o que nos tenha acontecido, a Deus tudo é possível.



[1] Ver Assim Falou Zaratustra de Friedrich Nietzsche

 
There are no photo albums.
Agradeço a sua visita!
Please wait...
Sorry, the comment you entered is too long. Please shorten it.
You didn't enter anything. Please try again.
Sorry, we can't add your comment right now. Please try again later.
To add a comment, you need permission from your parent. Ask for permission
Your parent has turned off comments.
Sorry, we can't delete your comment right now. Please try again later.
You've exceeded the maximum number of comments that can be left in one day. Please try again in 24 hours.
Your account has had the ability to leave comments disabled because our systems indicate that you may be spamming other users. If you believe that your account has been disabled in error please contact Windows Live support.
Complete the security check below to finish leaving your comment.
The characters you type in the security check must match the characters in the picture or audio.

Anderson Takakura

Occupation
Location